Advogada acusada de envenenar família do ex pode estar envolvida em pedofilia e outros crimes; confira a lista
Segundo o delegado, as investigações em curso de uma ocorrência apontam que Amanda também pode ter tido relações sexuais com crianças e adolescentes

A advogada Amanda Partata, de 31 anos, acusada de matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, envenenados, na manhã de domingo (17), em Goiânia, pode ser autora de outros crimes em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, Amanda também é investigada por um suposto crime de aliciamento de menores, até mesmo para prática de sexo, na cidade de Itumbiara, no sul goiano, onde mora atualmente.
Segundo o delegado Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), Amanda já teria fingido uma gravidez para extorquir um homem, no Rio de Janeiro. Agora, para continuar frequentando a casa da família do ex, ela também teria dito que esperava um bebê de Leonardo Filho. A motivação do crime pode ter sido a rejeição que recebeu por parte do namorado, que decidiu terminar a relação, mesmo ela estando grávida.
“Começamos a receber, com a divulgação do caso, dezenas de novas notícias de crimes praticados pela Amanda. Ela não é psicóloga, não tem registro. Ela já tinha forjado outras situações de gravidez e exigido benefícios de outras vítimas. Aqui em Goiás, há denúncia de que ela atuou como estagiária na área de psicologia em uma escola aliciando crianças de 10 à 16 anos à prática de condutas sexuais e consumo de bebidas alcoólicas”, disse o delegado.
Carlos Alfama explica que as investigações em curso desta ocorrência apontam que Amanda também pode ter tido relações sexuais com crianças e adolescentes, o que configuraria crime de pedofilia. O delegado também informou que há notícias de estelionatos praticados por ela em outros estados, como no Rio de Janeiro, por exemplo.
Para convencer Leonardo Filho de que estaria grávida, ela apresentou documentos de gravidez que contém indícios de falsificação. A família apoiava a suposta gestação. As investigações ainda apontaram que ela usava perfis falsos nas redes sociais e números duplicados por meio de um programa, para ameaçar Leonardo e a família de morte. Para não levantar suspeitas, ela também dizia que mataria ela mesma como se fosse outra pessoa. Essas ameaças já estavam sendo investigadas.
Entenda o caso
Amanda Partata foi presa na noite desta quarta-feira (20), como investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho. Ela chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo, pode ser o alimento envenenado. Ambos comeram por volta de 10h e começaram a passar mal duas horas depois.
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