Adolescente que espancou filha até a morte diz que bebê chorava demais e queria que morresse
Delegado contou que apenas a mãe, de 17 anos, bateu na menina e o pai ficou olhando. Pai e mãe disseram estar drogados no momento da agressão.

Adolescente de 17 anos, nome não divulgado, apreendida por bater na filha, de apenas 2 meses, até a criança morrer, confessou ter espancado a bebê sozinha dentro de casa, em Nazário (71 km da Capital), nesse domingo (11). Em depoimento, disse ainda que a menina chorava demais e queria que ela morresse.
O delegado Fernando Martins contou, nesta terça-feira (13), que a mãe sacudiu e deu tapas na cabeça da filha. O pai presenciou a cena, não teria agredido a filha, mas também não protegeu e também terminou preso.
"Eles foram para um bar com a menina. No local, ainda segundo depoimento dos acusados, usaram drogas e discutiram por ciúmes. Já em casa, a discussão continuou. A bebê começou a chorar, então ela [mãe] pegou a filha que estava num bebê conforto, sacudiu e deu tapas até ela morrer", esclareceu o delegado.
O delegado Fernando Martins contou que os pais ainda levaram a filha até a casa da avó paterna. De lá, a bebê foi levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
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O casal admitiu em depoimento que estava drogado e não negou o crime. Com eles, os policiais apreenderam um pó branco que seria a droga usada. A adolescente teria ressaltado ainda que a filha chorava demais e tinha vontade de que a bebê morresse.
Fernando informou que o Instituto Médico Legal (IML) constatou traumatismo craniano na bebê, porém ainda não emitiu o laudo pericial com a causa oficial da morte.
Fernando Martins ainda informou que a mãe deve responder por ato infracional análogo a homicídio e o pai por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Caso segue em investigação.

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