Adolescente é encontrada morta no quintal de casa; namorado é preso
A GCM atendeu a ocorrência após receber um chamado sobre um possível suicídio. No local, o suspeito afirmou que estava dormindo e, quando acordou, encontrou Ana Beatriz morta

Um rapaz de 23 anos foi preso, no último sábado (22), suspeito de assassinar sua namorada, Ana Beatriz Gonçalves Silva, 17 anos, em Goiânia. A Polícia Civil investiga o crime, que inicialmente foi reportado como um suposto suicídio, mas evidências apontam para homicídio e a jovem teria sido morta ajoelhada.
A Guarda Civil Municipal atendeu a ocorrência após receber um chamado sobre um possível suicídio. No local, o suspeito afirmou que estava dormindo e encontrou Ana Beatriz morta no quintal ao acordar. No entanto, a perícia encontrou inconsistências na cena. Marcas no corpo da vítima, como lesões nas mãos e pés, além de uma mancha de sangue na camiseta, não eram compatíveis com suicídio por enforcamento.
Sinais nos joelhos indicavam que ela estava ajoelhada antes de morrer, contrariando a versão do suspeito de que a encontrou sentada.
Testemunhas relataram que um dia antes do crime, o jovem teria tentado agredir Ana Beatriz em seu local de trabalho com uma corrente, sendo impedido por um funcionário de uma frutaria próxima. A discussão teria sido motivada por ciúmes, segundo o suspeito.
A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) assumiu o caso, apreendendo os celulares da vítima e do suspeito. O aparelho de Ana Beatriz estava danificado, o que pode dificultar a recuperação de informações relevantes para a investigação.
A Defensoria Pública representou o suspeito na audiência de custódia, destacando seu compromisso legal de defender pessoas sem condições financeiras para contratar um advogado particular. A instituição não comentou o caso, mas ressaltou que, após a audiência, o processo criminal será iniciado, e o acusado terá prazo para constituir sua defesa.
Ana Beatriz trabalhava em uma lanchonete próxima à sua casa e morava com o suspeito. Descrita por conhecidos como uma jovem alegre e respeitosa, ela também havia trabalhado em uma panificadora, onde uma cliente, que preferiu não se identificar, a descreveu como "do bem, sempre alegre".
A cliente mencionou que Ana Beatriz a via como uma figura materna e compartilhava aspectos de sua vida pessoal.
A investigação continua, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias do crime e reunir provas que sustentem a acusação de homicídio.

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