Administrador de hospital interditado é preso por manter UTI em funcionamento irregular
De acordo com a Polícia Civil, a UTI operava sem equipe médica completa e em desacordo com as normas de saúde, colocando em risco pacientes e profissionais.

O administrador do Hospital Renaissance, localizado na Rua 9, no Setor Marista, em Goiânia, foi preso nesta quinta-feira (15) sob suspeita de descumprir normas sanitárias e manter a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em funcionamento irregular, mesmo após interdição total determinada pela Vigilância Sanitária.
De acordo com a Polícia Civil, a UTI operava sem equipe médica completa e em desacordo com as normas de saúde, colocando em risco pacientes e profissionais. A interdição parcial do hospital havia sido realizada em 30 de abril, mas, diante da continuidade dos atendimentos, a Vigilância Sanitária decretou a interdição total da unidade.
Além das irregularidades sanitárias, investigações apontam que os funcionários do hospital enfrentam atrasos salariais e não estão recebendo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Tanto colaboradores quanto pacientes não foram informados sobre a interdição, expondo-os a riscos sanitários e à precarização do trabalho.
O administrador detido poderá responder por infração de medidas sanitárias preventivas, conforme previsto no Código Penal. O caso está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), que apura possíveis crimes contra as relações de consumo.
Disputadas judiciais
A situação do Hospital Renaissance é agravada por disputas judiciais relacionadas ao imóvel onde funciona. Em fevereiro de 2025, a Justiça determinou a desocupação do prédio, mas a defesa do hospital argumenta que o imóvel é essencial para a continuidade das atividades, conforme decisão do juízo da recuperação judicial.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia ainda não se pronunciou sobre o caso. O Ministério Público de Goiás acompanha a situação e poderá adotar medidas adicionais para garantir a segurança dos pacientes e a regularização dos serviços de saúde na capital.

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