15 pessoas são presas por uso de boletos falsos em lotéricas
Ação cumpre mandados em Goiás, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro; acusado enganava o sistema de pagamentos

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (17), a terceira fase da Operação Boleto Fantasma contra uma associação criminosa suspeita de usar boletos falsos para fraudar agências lotéricas e instituições bancárias. A ação cumpriu 15 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão em cinco estados. O prejuízo estimado chega a R$ 500 mil.
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis, vinculado à 3ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). De acordo com a corporação, o esquema envolvia a emissão de boletos bancários falsificados, que eram apresentados em casas lotéricas como se fossem pagamentos reais. O sistema reconhecia a operação, mas a quitação não era concluída, causando prejuízo às lotéricas e aos bancos conveniados.
No total, a Justiça expediu 154 medidas judiciais, entre elas bloqueio de bens, 15 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Os alvos foram localizados em Goiânia, Trindade e Goianira, em Goiás, além de Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
Segundo a polícia, os suspeitos atuavam de maneira organizada, com divisão de funções que iam desde a falsificação dos boletos até a movimentação dos valores obtidos em contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”, para dificultar o rastreamento.
As investigações começaram em 2023, quando denúncias apontaram irregularidades no processamento de boletos em lotéricas goianas. Desde então, duas fases da operação já haviam sido realizadas, identificando a expansão da fraude para outros estados.
A Polícia Civil informou que os investigados podem responder por associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. As apurações seguem para identificar outros envolvidos e calcular o real impacto financeiro do esquema.

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