Segurança em museus franceses é questionada após assalto a joias
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito revelou falhas graves na segurança do Louvre após roubo de joias da Coroa.
O Louvre, um dos museus mais visitados do mundo, enfrenta sérias críticas em relação à sua segurança. Um assalto que ocorreu em outubro de 2025, resultando no furto de joias avaliadas em mais de US$ 100 milhões, expôs vulnerabilidades que já eram conhecidas.
O roubo motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito em dezembro do mesmo ano. O relatório, elaborado pelo deputado Alexis Corbière, destaca que as deficiências de segurança eram evidentes desde auditorias realizadas em 2017 e 2019, mas foram ignoradas.
O documento afirma que o museu priorizou ações de projeção e influência, negligenciando a manutenção de sua infraestrutura e segurança. Com quase nove milhões de visitantes anuais, as falhas na segurança do Louvre foram consideradas inadmissíveis.
A Comissão Parlamentar também criticou a falta de controle do Ministério da Cultura sobre as decisões da administração do museu. De acordo com Corbière, esse problema está ligado ao sistema de nomeação dos diretores, que são escolhidos pelo presidente da França.
O Tribunal de Contas francês corroborou as descobertas da Comissão, afirmando que o Louvre priorizou operações visíveis em detrimento da segurança. A manutenção e a renovação das instalações ficaram em segundo plano, o que é alarmante para um local que abriga tesouros da cultura.
As revelações geraram um debate intenso sobre a necessidade de revisar as políticas de segurança em museus franceses. O Parlamento está sob pressão para implementar mudanças que garantam a proteção de patrimônios culturais, principalmente após um evento tão impactante.










