PF prende terceiro suspeito de ligações com o grupo extremista Hezbollah
Operação Trapiche amplia investigações sobre possível envolvimento de brasileiros em planos de ataques

Na noite deste último domingo (12), a Polícia Federal prendeu no Rio de Janeiro mais um indivíduo suspeito de ter ligações com o grupo militante libanês Hezbollah, elevando para três o número total de detidos relacionados ao caso, segundo fontes anônimas informaram à Reuters. O nome do preso não foi divulgado, mas suas supostas conexões com o grupo extremista islâmico estavam sob investigação.
A prisão faz parte de uma operação conduzida pela PF de Brasília, desdobramento da Operação Trapiche. Na semana anterior, dois suspeitos, também relacionados ao Hezbollah, foram detidos em São Paulo no curso dessa operação, que resultou ainda no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão.
As investigações indicam que brasileiros estariam em contato com o Hezbollah, sendo recrutados para planejar e executar possíveis ataques contra instituições e órgãos judaicos no país. Tais apurações contaram com o suporte de agências de segurança estrangeiras. Em comunicado, a Polícia Federal confirmou a prisão no Rio de Janeiro, sem fornecer detalhes adicionais sobre o caso. No mesmo contexto, na última sexta-feira, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Goiás, e o investigado foi ouvido e liberado posteriormente. O Hezbollah, organização fortemente armada com apoio do Irã, tem sido ativo na fronteira entre o Líbano e Israel, sendo esta a pior escalada de violência desde o conflito de 2006 entre Israel e o grupo.












