Mulher vota em Putin enquanto soldados armados observam
A Rússia está a realizar uma votação presidencial nas regiões ocupadas da Ucrânia para tentar legitimar o seu governo nessas regiões, expor os dissidentes e apresentar um verniz de democracia.

Recentemente, um novo sinal foi colocado a poucos quilómetros da linha da frente no principal outdoor de uma cidade ocupada na região de Luhansk, na Ucrânia.
“Vote em nosso presidente. Juntos somos fortes”, dizia a placa nas cores branca, azul e vermelha da bandeira russa, segundo Anastasiia, uma moradora.
A mensagem era clara para ela: que o presidente era Vladimir V. Putin da Rússia, e não Volodymyr Zelensky da Ucrânia, e que Putin era a única escolha na votação presidencial russa que ocorreu nas partes ocupadas da Ucrânia nos últimos três anos. semanas.
Há muito que Putin transformou as eleições russas num ritual previsível destinado a conferir legitimidade ao seu governo. Nos territórios ocupados, esta prática tem como objectivo adicional apresentar a ocupação como um facto consumado e identificar dissidentes, disseram analistas políticos e responsáveis ucranianos.
“As eleições nestas regiões fixam a ideia de que têm as mesmas leis e procedimentos que o resto do país”, disse Ilya Grashchenkov, um cientista político russo que aconselha um candidato improvável que concorre contra Putin. Isso tem o efeito, disse ele, de integrá-los à estrutura do Estado russo.
Para muitos nos territórios ocupados, o ritual eleitoral desenrola-se sob o olhar atento de soldados armados.
Putin venceu às eleições com 88% dos votos.












