Moradores de condomínio em Salvador reclamam de padaria que funciona dentro de apartamento.
Prefeitura notificou donos do imóvel há dois meses sobre proibição de funcionamento do comércio e informou que vai avisar condomínio sobre impedimento.

Moradores de um condomínio do bairro de Vila Laura, em Salvador, reclamam de uma padaria que está funcionando dentro de um dos apartamentos do edifício. Eles relatam haver muito barulho e movimentação no local e no corredor, além de os elevadores estarem sempre ocupados.
A Prefeitura informou já ter notificado o dono do imóvel, mas o serviço não foi interrompido.
“É o tempo todo um movimento imenso nos corredores, um barulho ‘retado’, uma algazarra, crianças correndo para um lado, para o outro”, reclamou um dos moradores, que preferiu não revelar a identidade.
“Você tenta pegar os elevadores e não consegue, porque está o tempo todo com movimento. Gente subindo e descendo. Afinal de contas, o prédio não foi dimensionado para ser comércio, foi para ser unidade habitacional”, criticou.
A situação tem sido criticada por quem vive no condomínio, que conta com quatro torres. Os condôminos do 14º andar, da torre quatro, desde o início da pandemia da Covid-19, começaram a vender os produtos de padaria dentro do apartamento.
“São produtos que ficam ali expostos no balcão sem nenhuma condição sanitária, que deveriam ficar em uma área refrigerada. Uma coisa totalmente irregular”, denunciou um vizinho.
Os vizinhos contam que o comércio improvisado tem movimentação intensa, que acaba impactando no dia-a-dia do edifício.
“A grande circulação e movimento dos elevadores no horário entre 16h30 até as 21h. Os elevadores constantemente em uso por parte dos moradores de outras torres, que vêm fazer suas compras”, reclamou.
Um morador, que tinha um apartamento no mesmo andar que funciona a padaria, afirmou que precisou se mudar.
"A situação da comercialização excessiva dos alimentos de forma irregular pela padaria ficou inviável porque eu tenho um filho muito pequeno. A concentração de pessoas foi muito grande no andar e doenças acometeram o meu filho”, relatou o ex-morador.











