Lula promove reunião ministerial e pede "socorro" a marqueteiro após queda na aprovação
O presidente procura de uma identidade marcante para sua gestão no ano corrente, que coincide com as eleições municipais

Em meio a desafios econômicos e um cenário político cada vez mais polarizado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promove hoje, 18 de março, a primeira reunião ministerial do ano. O encontro tem como pauta principal o progresso de programas governamentais e ações estratégicas, especialmente em um momento onde pesquisas apontam para uma queda na popularidade do presidente.
À procura de uma identidade marcante para sua gestão no ano corrente, que coincide com as eleições municipais, Lula tem buscado aconselhamento de políticos e especialistas em marketing. Entre eles está Sidônio Palmeira, publicitário que liderou o marketing da campanha petista em 2022 e criador do slogan “União e Reconstrução”. Em declaração ao Estadão no final de 2023, Palmeira expressou preocupação com o desempenho da esquerda nas redes sociais, indicando que está “perdendo” a disputa de narrativas para a direita.
Diante de uma economia que mostra sinais de recuperação, mas ainda sofre com a alta nos preços dos alimentos, o presidente busca entender a razão por trás da deterioração de sua imagem pública. Para isso, convidou ministros com experiência prévia como governadores para um jantar no dia 11, seguido de reuniões com líderes do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT. Nessas ocasiões, foram discutidas as negociações em torno das candidaturas municipais, com ênfase na necessidade de ceder espaço para aliados políticos em cidades-chave.
A estratégia delineada visa fortalecer alianças, permitindo que o PT abra mão da liderança em chapas eleitorais em favor de partidos aliados em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Em troca, espera-se que esses partidos retribuam com apoio à candidatura de Lula para a reeleição em 2026.
No entanto, recentes declarações do presidente sobre Israel, elogios ao líder venezuelano Nicolás Maduro e intervenções na Petrobras têm gerado controvérsias e possivelmente contribuído para a queda de sua aprovação junto ao eleitorado.
Esta reunião ministerial pode ser um momento decisivo para o presidente Lula, que busca reverter a tendência negativa e solidificar sua posição antes das eleições municipais, definindo assim o tom para os próximos passos de sua administração.













