Jornalista americano é condenado a 16 anos de prisão na Rússia
A sentença foi proferida após Gershkovich ter sido detido em Yekaterinburg, nos Montes Urais, enquanto realizava uma reportagem sobre a fábrica Uralvagonzavod, que produz equipamentos militares.

Em um julgamento que durou mais de um ano, o repórter do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, de 32 anos, foi condenado a 16 anos de prisão por um tribunal russo sob a acusação de "coletar informações secretas".
A sentença foi proferida após Gershkovich ter sido detido em Yekaterinburg, nos Montes Urais, enquanto realizava uma reportagem sobre a fábrica Uralvagonzavod, que produz equipamentos militares.
Os promotores russos alegaram que Gershkovich estava coletando informações secretas sobre a fábrica a mando da CIA, uma acusação que tanto o jornalista quanto o Wall Street Journal negam veementemente.
O governo dos Estados Unidos classificou a detenção de Gershkovich como "injusta" e está buscando sua libertação imediata por meio de canais diplomáticos.
O Wall Street Journal emitiu um comunicado condenando o julgamento como "vergonhoso" e "fraudulento", reiterando que Gershkovich estava apenas fazendo seu trabalho como jornalista e que jornalismo não é crime. A publicação também afirmou que continuará pressionando pela libertação imediata do repórter.
O presidente russo, Vladimir Putin, já havia sugerido a possibilidade de uma troca de prisioneiros, envolvendo Gershkovich e Vadim Krasikov, um cidadão russo condenado por assassinato na Alemanha. No entanto, essa possibilidade ainda não se concretizou.
Gershkovich é o primeiro jornalista ocidental conhecido a ser preso por acusações de espionagem na Rússia pós-soviética. Ele está detido na prisão de Lefortovo, em Moscou, desde sua detenção. A condenação de Gershkovich gerou críticas e condenações de governos e organizações de direitos humanos em todo o mundo, que a consideram um ataque à liberdade de imprensa e uma tentativa de intimidar jornalistas que cobrem a Rússia.











