Irã propõe pedágio no estreito de Hormuz antes de negociações com Trump
Irã busca novo modelo de cobrança para navios no estreito de Hormuz, visando negociações com os EUA.
A proposta do Irã de criar um pedágio no estreito de Hormuz se tornou um ponto central nas negociações de paz com os Estados Unidos. As conversas estão marcadas para o dia 11 de abril em Islamabad, capital do Paquistão.
No primeiro dia do cessar-fogo, a autoridade marítima do Irã divulgou uma nova diretriz da Guarda Revolucionária. A medida exige que os navios que transitam pelo estreito, que antes era responsável por um quinto do petróleo e gás natural do mundo, informem suas cargas e paguem um pedágio de US$ 1 por barril.
O pagamento deve ser feito em criptomoedas, uma ironia para o presidente Donald Trump, conhecido entusiasta desse tipo de moeda. A nova rota proposta inclui dois canais na água territorial do Irã, que passam por ilhas militarizadas.
O Irã afirma que a passagem tradicional está minada, embora não haja confirmação, pois a presença de navios caça-minas é inexistente. Dados de monitores de tráfego naval indicam que apenas cinco navios atravessaram o estreito nas primeiras 24 horas da trégua.
Antes do início das hostilidades, 100 a 130 embarcações transitavam pelo estreito diariamente. O número caiu 90% desde o conflito, que inclui ataques do Irã a navios. Há centenas de embarcações paradas, aguardando uma solução para a crise.
Um acordo prévio com Trump previa a reabertura do estreito. No entanto, a nova exigência de pedágio pode complicar ainda mais as negociações. A tensão na região segue alta, com o futuro das rotas marítimas em jogo.










