Deslizamento em aterro sanitário deixa 21 mortos na Uganda
A invasão do aterro por moradores, que derrubaram as cercas e se instalaram no local, agravou a situação

Um deslizamento de terra em um aterro sanitário superlotado na capital ugandense, Kampala, resultou em uma tragédia de grandes proporções no último sábado. O prefeito da cidade, Erias Lukwago, confirmou que pelo menos 21 pessoas perderam suas vidas e muitas outras permanecem soterradas sob toneladas de lixo.
O aterro de Kiteezi, com 14 hectares, encontrava-se em estado crítico, segundo Lukwago. O prefeito havia alertado anteriormente sobre o risco iminente de um desastre, atribuindo a situação à má gestão e à corrupção. A área, que recebia cerca de 1.500 toneladas de lixo por dia, não possuía manutenção adequada e as pessoas que viviam nas proximidades estavam expostas a graves riscos sanitários.
As fortes chuvas que atingiram a região desencadearam o deslizamento de terra, soterrando casas, pessoas e animais. O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, ordenou o envio de forças especiais do exército para auxiliar nas operações de busca e resgate. Ele também determinou o pagamento de indenizações às famílias das vítimas e exigiu uma investigação para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.
A tragédia expôs a fragilidade das infraestruturas e a precariedade das condições de vida em muitas áreas de Kampala. A invasão do aterro por moradores, que derrubaram as cercas e se instalaram no local, agravou a situação. O prefeito Lukwago denunciou a corrupção como um dos principais fatores que contribuíram para o desastre.
Uganda não é o único país da região a enfrentar problemas relacionados a desastres naturais. As fortes chuvas têm causado deslizamentos de terra em diversas partes da África Oriental, como na Etiópia, onde centenas de pessoas morreram nos últimos meses.
O deslizamento do aterro sanitário de Kiteezi representa um grande retrocesso para Kampala e para Uganda como um todo. Além da perda de vidas humanas, o desastre causará impactos significativos na economia local e exigirá um grande esforço para a reconstrução da área afetada.
A tragédia em Kampala serve como um alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura e gestão de resíduos sólidos em todo o continente africano. É fundamental que os governos trabalhem em conjunto com a sociedade civil para encontrar soluções duradouras para problemas como a superlotação de aterros sanitários e a ocupação de áreas de risco.











