Câmara aprova proibição de linguagem neutra em órgãos públicos
A discussão sobre a proibição do uso da linguagem neutra ganhou destaque em 2023 após a posse de integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), durante a votação do projeto de lei que institui uma política nacional de linguagem simples, uma emenda que estabelece a proibição do uso da linguagem neutra pela comunicação de órgãos e entidades da administração pública.
Ou seja, novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, como “todes” e “amigues”, segundo a proposta, não poderão ser usadas para se referir a pessoas que não se identificam com o gênero masculino ou feminino.
A discussão sobre a proibição do uso da linguagem neutra ganhou destaque em 2023 após a posse de integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos eventos, ministros utilizaram o termo “todes” ao se comunicarem com o público. Porém, antes, grupos conservadores já tratavam sobre o tema e demonstravam resistência ao uso da linguagem neutra.
O projeto de lei que institui uma política nacional de linguagem simples tem o objetivo de reduzir a necessidade de intermediários nas comunicações entre os poderes públicos e a população, os custos administrativos e o tempo gasto com atividades de atendimento ao cidadão.
O texto visa a facilitar a compreensão das comunicações públicas para pessoas com deficiência intelectual, promover a transparência ativa e o acesso à informação pública de forma clara, e facilitar a participação e o controle da gestão pública pela população.
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