Uma mulher acompanhada do marido demonstrou incômodo com a presença de uma profisional do sexo em um ponto de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. A cena foi registrada em vídeo e passou a circular nas redes sociais nos últimos dias, gerando ampla repercussão e debate entre internautas.
Nas imagens, a mulher aparece reclamando da convivência no local e faz um desabafo ao afirmar que “não tenho paz aqui não”, em tom de irritação. O registro não mostra qualquer confronto físico, mas evidencia o desconforto do casal com a presença da garota do “job”, termo popularmente usado para se referir a trabalhadoras do sexo.
A divulgação do vídeo dividiu opiniões. Parte dos usuários saiu em defesa do direito de ir e vir da profissional do sexo, argumentando que a atividade, embora cercada de estigmas, não é crime no Brasil. Outros internautas, por sua vez, manifestaram apoio ao incômodo do casal, afirmando que a situação pode causar desconforto a moradores e frequentadores da região.
Especialistas em direito lembram que a prática da prostitção não é ilegal no país, mas atividades associadas, como exploração ou favorecimento, são tipificadas como crime. Já pesquisadores da área social apontam que episódios como esse evidenciam tensões recorrentes entre moralidade, uso do espaço urbano e direitos individuais.
Até o momento, não há informação sobre registro de ocorrência policial relacionada ao caso. A repercussão do vídeo segue alimentando discussões nas redes sobre tolerância, convivência em áreas turísticas e os limites entre o desconforto pessoal e o respeito aos direitos de terceiros.