Lutador que agrediu adolescente diz ter fobia, pede cela especial e atendimento médico; veja vídeo
Durante o procedimento, ele relatou sofrer de fobia de ambientes fechados e solicitou acompanhamento médico, além de um local específico para permanecer no sist

O lutador de jiu-jítsu Rafael Gomes Pereira, investigado por agredir um adolescente de 17 anos em Goiânia, teve a prisão mantida pela Justiça durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (5). Durante o procedimento, ele relatou sofrer de fobia de ambientes fechados e solicitou acompanhamento médico, além de um local específico para permanecer no sistema prisional. Apesar do pedido, a prisão preventiva foi mantida.
Rafael está preso no Presídio Estadual de Trindade desde que se apresentou espontaneamente às autoridades após tomar conhecimento da ordem de prisão expedida pela Justiça. A determinação foi motivada pelo suposto descumprimento de medidas cautelares impostas após sua soltura na audiência de custódia realizada no último sábado (30).
De acordo com informações da Polícia Penal e dos autos do processo, o lutador teria se aproximado da vítima e de familiares do adolescente, contrariando a determinação judicial que o obrigava a manter distância mínima de 300 metros. Além disso, ele também é suspeito de ter rompido a tornozeleira eletrônica que deveria utilizar por 90 dias.
Segundo o advogado de defesa, Emanuel Rodrigues, a audiência realizada nesta sexta-feira teve caráter exclusivamente protocolar, destinada a verificar as condições em que a prisão foi executada e informar o magistrado responsável pelo caso. A defesa informou ainda que já recorreu da decisão e ingressou com pedido de habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva.
Relembre
O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram a agressão ocorrida na noite de 29 de maio, na Praça das Artes, no Jardim Goiás, em Goiânia. Conforme as investigações, Rafael teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” no adolescente durante uma discussão após uma partida de futebol. O jovem perdeu a consciência e sofreu convulsões. Mesmo após a vítima cair desacordada, o lutador ainda teria desferido um chute antes de deixar o local.
Diante dos indícios de descumprimento das medidas cautelares, a Polícia Civil solicitou a revogação da liberdade provisória e a decretação da prisão preventiva, pedido que foi acolhido pela Justiça.
Em depoimento prestado anteriormente, Rafael alegou que acreditava que o adolescente estivesse armado e representasse uma ameaça aos seus filhos. Segundo ele, a intenção teria sido apenas imobilizar o jovem.
“Ele ameaçou meus filhos e simulou estar armado. Quando me aproximei, fui agredido e imaginei que ele pudesse sacar uma arma. A única coisa que fiz foi imobilizá-lo”, declarou durante audiência de custódia realizada após a prisão em flagrante.
Entretanto, as investigações também analisam imagens registradas antes da agressão, nas quais o lutador aparece manuseando uma arma de pressão em um parque de Goiânia. O equipamento foi apreendido e passará por perícia para verificar sua classificação e eventual necessidade de autorização específica para posse ou uso.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

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