Corpo de criança que caiu em rio é encontrado após 6 dias de buscas; governador lamentou
Tamires Alves brincava com o irmão na beira do Rio dos Porcos, na quarta-feira (29), quando caiu na água e “sumiu”. Corpo foi encontrado pelos bombeiros nesta segunda-feira (03).

Tamires Alves dos Santos, 4 anos, desaparecida desde à quarta-feira (29), quando caiu no Rio dos Porcos, em Guarani de Goiás (550 km da Capital), foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (3) a cerca de 750 metros de distância de onde havia sido vista pela última vez.
Segundo o capitão Higor Mendonça, do Corpo de Bombeiros, o cadáver estava preso num amontoado de galhos à margem do rio, embaixo de um cipó, ainda dentro da água, região onde os militares passaram fazendo buscas e sentiram um cheiro característico de corpo em decomposição.
O corpo foi resgatado e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que deve confirmar morte por asfixia mecânica causada por afogamento.
Ainda segundo o capitão, o sexto dia de buscas foi favorecido pelas condições climáticas, pois, não choveu na região, o que causou uma diminuição no nível do rio. O militar explicou que a estratégia adotada neste último dia de buscas foi descer o rio observando às margens e um possível odor que levasse ao cadáver.
O desaparecimento da criança causou comoção no município e até mês o governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve na região nesta segunda para acompanhar as buscas.
"Trago meus sentimentos à família de Tamires e meus cumprimentos ao Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás", disse o chefe de Estado, ao lado do prefeito de Guarani de Goiás, Janézio Pereira da Silva (MDB).
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Relembre o caso
Tamires sumiu na quarta-feira (29), enquanto brincava com o irmão na beira do rio, quando desequilibrou e caiu na água. Cerca de cinco bombeiros, de Posse e Anápolis, além de 15 voluntários, que são moradores da região, ajudaram nas buscas.
No domingo (2), os bombeiros usaram uma retroescavadeira para limpar o leito do rio, que estava cheio de galhos, folhas e troncos de árvores.
O capitão Salathyel Gomes explicou que o riacho é intermitente, ou seja, só existe na época de chuvas. Por isso uma grande quantidade de matéria orgânica se encontrava no fundo do rio, além das chuvas que deixavam a água turva e dificultou ainda mais o trabalho de buscas.

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