Apesar de reunião "produtiva", médicos mantém estado de greve em Anápolis
A categoria cobra convocação dos médicos aprovados em concurso, bem como reajuste salarial

O Sindicato dos Médicos de Anápolis (a 59 km de Goiânia) se reuniu na quarta-feira (13) com o prefeito Roberto Naves (PP) e o secretário municipal de Saúde Júlio César Spíndola para tratar de uma série de reinvindicações. Apesar da reunião "produtiva", a categoria mantém o estado de greve a partir da próxima sexta-feira (15).
O presidente do Simea, Márcio Henrique Cunha de Paiva, disse à imprensa que este encontrou foi importante para abrir um canal de comunicação com a gestão municipal. A promessa, segundo ele, foi a de que a partir de agora serão realizada reuniões semanais com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para discutir as demandas da categoria.
"[Temos] baixo salário, médicos sobrecarregados, falta de medicamentos, equipamentos sem manutenção e locais insatisfatórios. Há salas quentes, mofadas e unidades que não tem banheiro para ginecologia, impossibilitando até a higiene íntima de pacientes. São 28 demandas e o prefeito se comprometeu a olhar esses pontos", comentou Henrique.
O vereador e integrante da Comissão de Saúde da Câmara José Fernandes (PSB) acredita que a categoria não deve cruzar os braços. Ele explica que o prefeito quer estreitar a relação com os médicos para uma boa relação. "Saímos daqui com a certeza e segurança que o prefeito quer estreitar e construir desde agora. Temos uma reunião com a equipe que vai administrar a OS onde é o Alfredo Abrão e fui chamado para uma reunião sobre as demandas de cirurgias", ressaltou.
Conforme publicado pelo portal G5 News, a categoria cobra convocação dos médicos aprovados em concurso, dando prioridade para contratação via credenciamento. O sindicato aponta que os salários dos médicos estão defasados.
Além disso, o Simea questiona a retirada da gratificação concedida em 2017 para amenizar o problema do salário na época, com redução da remuneração em média de R$ 2 mil.
Os médicos citam ainda "perseguição dos concursos" com regras proibindo o atendimento do profissional na unidade que trabalha, não disponibilização de plantões extras para os concursados, sendo aberto somente para os credenciados e suspensão dos deferimentos de pedidos de férias e licenças de saúde, prêmio e por interesse particular.
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(Com informações do Portal 6)

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