Vereador do PT reclama de salário de garis que seu partido ignora há anos

O vereador de Goiânia (Goiás), Fabrício Rosa (PT), resolveu posar de indignado nas redes sociais. “Fiquei perplexo com essa informação da CEI da LimpaGyn: enquanto o gari ganha R$ 2 mil e o motorista R$ 3 mil, a empresa embolsa R$ 21,2 milhões por mês!”, escreveu o parlamentar, como se tivesse descoberto a roda.
O problema é que Rosa ganha quase R$ 21 mil por mês pagos com o mesmo dinheiro público e pertence ao partido que comanda o
país há quase dois anos (sem citar aqui os outros 16 anos que ficou no poder) — com o presidente Lula no Planalto e ampla base no Congresso. Mesmo assim, nenhum projeto de piso nacional para garis saiu do papel.
Em vez de articular soluções, o petista prefere o palco das redes sociais, onde posa de “revoltado” para colecionar curtidas e likes. Os garis de Goiânia realmente merecem mais — respeito, salário digno e políticas reais —, não políticos hipócritas usando sua luta como trampolim eleitoral.
A indignação seletiva virou moda. E a falta de vergonha, também.














