Rogério Cruz armou arapuca para si mesmo na Câmara

Se a relação do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) com os vereadores de Goiânia já não andava boa, agora, ele conseguiu "entornar o caldo" de vez (expressão usada pelos mais velhos para dizer que alguém conseguiu complicar tudo), mesmo após um sinal de bandeira branca.
Cruz conseguiu estragar todo trabalho de reorganização da base junto aos parlamentares ao enviar para a Casa, aos 45 do segundo tempo, um projeto de crédito extra de R$ 30 milhões à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), detalhe: sem saber em que o dinheiro seria gasto.
O prefeito ainda enviou o secretário de Governo, Michel Magul, para tentar convencer os vereadores a votarem a matéria no apagar das luzes.
A decisão de Cruz irritou até mesmo seu aliado de primeira hora, o presidente da Câmara Romário Policarpo (Mais Brasil) que chamou a Prefeitura de Goiânia de “incompetente” e que deveria ter incluído os gastos da Companhia na previsão orçamentária. Policarpo ainda avisou que não votaria o projeto no afogadilho e que a análise só aconteceria em 2023.
Pressionado, a prefeitura retirou a matéria da casa e tenta encontrar alternativa para repassar o valor.
A única coisa que o prefeito conseguiu com esse pedido foi atrair para si uma investigação legislativa. O vereador Ronilson Reis (sem partido) protocolou na quinta-feira (29) pedido para abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar irregularidades na administração e dívidas da Comurg com o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS), Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e fornecedores.
Pelo que tudo indica, a gestão Rogério Cruz deve enfrentar novo desgaste.













