Gaeco: Investigados superfaturavam de forma "grotesca" até obras em cemitérios

A organização criminosa alvo do Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado de Goiás (Gaeco), que teria causado prejuízo de cerca de R$ 100 milhões, superfaturava obras de "forma grotesca". A organização tinha várias empresas de fachadas que concorriam entre elas, fraudando a licitação. Após ganharem, elas terceirizavam o serviço, deixavam de fazer ou as prefeituras realizavam as obras de infraestrutura.
Dentre as obras, estavam praças, cemitérios e construção de asfalto. "O esquema não parava só com a fraude na licitação. A gente aprofundou mais e verificou que boa parte das obras ou eram terceirizadas de forma indevida, sem permissão nos contratos, ou eram superfaturadas de forma grotesca, superfaturamento muito exagerado, ou eram realizadas pela própria prefeitura", disse o promotor de Justiça Juan Borges de Abreu.
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