Estado deve informar se pacientes internados com covid foram vacinados

O Ministério Público de Goiás (MPGO) e o Ministério Público Federal (MPF) expediram recomendação conjunta, nessa segunda-feira (7), para que o Estado de Goiás atualize as informações sobre pacientes internados com covid com indicadores que apontem se os infectados pelo novo coronavírus foram vacinados, ou não, e ainda com quantas doses.
A intenção, segundo os órgãos, é combater a desinformação sobre segurança, eficácia e efeitos adversos decorrentes das vacinas contra a covid.
No documento, os Ministérios Públicos pedem que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) adote as providências necessárias para incorporar, de forma acessível, precisa, transparente e pública, em sua plataforma digital a informação sobre a condição de vacinada ou não vacinada das pessoas infectadasvírus.
Esses indicadores deverão apontar os pacientes que adoecem, necessitam de internação hospitalar e eventualmente vão a óbito, discriminadamente, por dose de vacina ministrada: zero dose, uma dose, duas doses ou dose única, três doses ou reforço, e assim sucessivamente.
Um dos objetivos da recomendação, que é assinada pelos promotores de Justiça Marlene Nunes Freitas Bueno, Marcus Antônio Ferreira Alves e Heliana Godói de Sousa Abrão e pelo procurador da República Ailton Benedito de Souza, é combater a desinformação que se tem verificado, especialmente sobre segurança, eficácia e efeitos adversos decorrentes das vacinas contra a covid.
De acordo com o procurador, destacam-se os casos de pessoas vacinadas ou não vacinadas que, infectadas pelo vírus, adoecem, precisam de internação hospitalar e eventualmente vão a óbito. Tal situação tem gerado bastante insegurança na sociedade e prejudica sobremaneira a execução da política pública de vacinação.
O Estado de Goiás tem dez dias para informar sobre o acatamento, ou não, dos termos da recomendação. Consulte aqui a íntegra da recomendação conjunta.














