Com piso barrado, enfermeiros precisam dar uma lição em Barroso

O trabalhador da enfermagem precisa reagir fortemente contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu o piso salarial da enfermagem. A decisão é inadmissível.
De dentro da sua luxuosa sala, localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Barroso 'tira da boca' de quem ganha pouco ou quase nada para manter, segundo ele, o equilíbrio das contas públicas. Ora, e o equilíbrio das contas desses trabalhadores guerreiros, que arriscaram suas vidas e de seus familiares, sem falar que muitos morreram durante a pandemia, para manter o Sistema Único de Saúde (SUS) de pé.
Um piso salarial, que está longe de ser o melhor, é o mínimo que estes profissionais merecem.
Barroso suspendeu a lei que estabeleceu remuneração mínima de R$ 4.750 para a categoria por 60 dias. Alega impacto financeiro para os atendimentos e os riscos de demissões por causa da implementação do novo piso.
O mesmon não ocorre com os altos salários dos “Reis da República”, onde um ministro da Suprema Corte ou integrantes do Judiciário chegam a faturar R$ 200 mil em único mês, somente de penduricalhos. Nem vou tocar no assunto do bilionário orçamento secreto entregue a deputados.
Essa decisão é um absurdo e o Fórum Nacional da Enfermagem já não descarta uma greve geral. Se isso ocorrer, o SUS para e, infelizmente, quem vai sofrer é a população, que neste caso, também deveria ir para rua protestar.













