Caiado rebate críticas e diz que herdou situação fiscal “catastrófica” em Goiás

O governador Ronaldo Caiado (DEM), que geralmente não responde às "provocações" do presidente Jair Bolsonaro (PL), resolveu se pronunciar após as críticas feitas pelo líder do Executivo nacional, durante live na última quinta-feira (16), sobre sua gestão à frente de Goiás e o pedido de adesão do estado ao programa de Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que visa o saneamento das contas públicas.
No pronunciamento, Bolsonaro, na companhia do amigo pessoal e deputado federal Victor Hugo, que tem a intenção de ser o “candidato do presidente” nas eleições para governador de Goiás, Bolsonaro citou que a saúde financeira do estado é bastante ruim, atrelou a causa à política do “fica em casa” durante a pandemia e terminou dizendo que vai aguardar mais um pouco para homologar o pedido de Caiado depois de avaliar melhor a situação.
Caiado, em entrevista ao Popular, disse que Bolsonaro deve estar “mal assessorado”, pois, não foram passados os dados corretos quanto os motivos que deixaram a situação fiscal de Goiás nas condições atuais.
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Segundo o governador, “Goiás herdou essa situação catastrófica” de gestões anteriores, não tem na a ver com a pandemia. Ressaltou ainda que Bolsonaro não consultou o Tesouro Nacional e nem o Ministro Paulo Guedes antes das declarações na live e que o pedido para adesão ao RRF é desde 2019, ou seja, antes da pandemia.
“A assessoria não passou para ele (os dados corretos), não escutou nem o Tesouro Nacional nem o Paulo Guedes. Isso não tem nada a ver com pandemia, Goiás herdou essa situação catastrófica. Vou mostrar para ele que Goiás é outro, que tem mais condições de fazer a retomada em 2022. O pedido de adesão ao RRF é de 2019, anterior, portanto, à pandemia, e que nos últimos anos Goiás tem conseguido aumentar sua receita, mesmo com a crise causada pela Covid-19 ”, rebateu o governador.












