Saiba quem são os alvos da polícia por desvio de R$ 10 milhões em Goiânia
Entre os principais acusados, destacam-se nomes que, até então, ocupavam postos estratégicos de gestão no âmbito da saúde municipal e também no setor privado

Além dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça na operação que prendeu, de novo, o ex-secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, por desvio de R$ 10 milhões, a Polícia Civil também cumpriu quatro ordens de prisão e 17 de busca e apreensão nesta terça-feira (17).
Entre os principais acusados, destacam-se nomes que, até então, ocupavam postos estratégicos de gestão no âmbito da saúde municipal e também no setor privado. São eles:
- Wilson Modesto Pollara, ex-Secretário Municipal de Saúde de Goiânia, que era responsável por conduzir a pasta que, agora, está no centro das investigações;
- Quesede Ayres Henrique, ex-Secretário Municipal Executivo de Saúde e aliado próximo da administração, apontado como figura-chave na intermediação de contratos;
- Marcus Vinícius Brasil Lourenço, presidente da associação privada União Mais Saúde, investigada por sua relação direta com o desvio milionário;
- Wander de Almeida Lourenço Filho, procurador jurídico da União Mais Saúde, apontado como responsável por dar respaldo às movimentações financeiras irregulares;
- Veriddany Abrantes de Pina, sócia-administradora da empresa de materiais hospitalares Mult Hosp Soluções Hospitalares, que supostamente teria fornecido materiais superfaturados em contratos fraudulentos.
Todos esses nomes tiveram mandados de prisão temporária expedidos, com caráter investigativo para apuração mais profunda de seus papéis no esquema.
Alvos dos mandados de busca e apreensão
Além das prisões, outros mandados foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de coletar documentos, registros e possíveis provas que ajudem a elucidar os desvios. Essa segunda etapa da operação incluiu como foco os seguintes suspeitos e entidades:
- Letícia Maria Isaac Carneiro, diretora de Políticas Públicas Municipais de Saúde;- Érika Cristina Vieira Oliveira Ximenes, superintendente de Regulação, Avaliação e Controle da Secretaria Municipal de Saúde;
- Diogo Archanjo Fleury de Souza, chefe da Advocacia Setorial da Secretaria Municipal de Saúde;- Caroline de Castro Daud, vice-presidente da União Mais Saúde;
- Fabrício Brasil Lourenço, conselheiro administrativo da União Mais Saúde, além de outros conselheiros científicos da associação: Lucas Luiz de Lima Silva, Eden Gomes Rodrigues e Juliana Menara de Souza Marques.
Além das residências e escritórios dos citados, foram alvos de busca as sedes da União Mais Saúde, da empresa Mult Hosp Soluções Hospitalares e da Secretaria Municipal de Saúde, localizada no Paço Municipal.
Natureza do esquema investigado
Conforme fontes ligadas à investigação, os policiais descobriram que os R$ 10 milhões foram transferidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia para a associação União Mais Saúde e teriam sido pulverizados em apenas 17 dias.
Entro os dias 20 de agosto, quando houve a transferência de recursos do município para a associação, o valor foi pulverizado para conta de terceiros e da mesma titularidade dos investigados até o dia 5 de setembro.
Além disso, saques de vultuosos valores em espécie foram feitos.
Agora, os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, organização criminosa e fraude em licitação pública, entre outros. As detenções, no entanto, são de caráter temporário – o que significa que os alvos permanecerão presos por até cinco dias, enquanto as evidências coletadas são analisadas.













