Rogério Cruz é "gari" por 24h; agora só precisa ser prefeito por pelo menos um dia
Para quem acompanhou as redes sociais do prefeito nas últimas horas viu que Rogério começou na manhã dessa sexta-feira (03) a acompanhar a colete de lixo do LimpaGyn e terminou na manhã deste sábado (04)

Com a proximidade das eleições municipais de 2024 e com projeto de reeleição ameaçado de nem mesmo “sobreviver” à pré-campanha, devido à alta rejeição da população goianiense à atual gestão municipal, a última estratégia do prefeito Rogério Cruz (SD) para aproximar dos eleitores e “tentar” mostrar que “resolve problemas” foi passar quase 24 horas de “gari”.
Chama atenção que algo parecido nunca tinha acontecido, essa atuação “in loco” com fiscalização de 24 horas nunca foi perfil do prefeito, mas agora, com novo marqueteiro, e adoção de “novas estratégias”, Rogério parece estar disposto a deixar o gabinete na prefeitura e “colocar o bloco na rua”, ou melhor, virar a noite “recolhendo lixo” na tentativa de mudar a percepção dos goianienses e conseguir a simpatia desses eleitores.
Entre todos os problemas que a gestão tem enfrentado, a crise do lixo em Goiânia tem tido uma escalada, regiões completando mês sem o serviço de coleta, montes de lixo amontoados pelas calçadas de várias regiões atraindo ratos, baratas, escorpiões, além do mau-cheiro que já estava tomando conta de Goiânia.
Para quem acompanhou as redes sociais do prefeito nas últimas horas viu que Rogério começou na manhã dessa sexta-feira (03) a acompanhar e, segundo ele, fiscalizar a prestação de serviços do Consórcio LimpaGyn, contratado por quase meio milhão para resolver o problema, mas apenas da metade da Capital, já que a outra parte continua com os serviços de limpeza da Comurg, até a manhã deste sábado (04).
A avaliação é de uma “atuação” pouco satisfatória do prefeito, que fazia pequenos "takes" e parecia estar mais preocupado em mostrar o tempo passando e que continuava a peregrinação junto ao caminhão de lixo por toda noite, repetindo que agora “Goiânia estava sendo limpa” na tentativa de convencer o eleitor de que o “problema estava resolvido”.
A edição mostrava os garis do LimpaGyn trabalhando, os cestos de lixo lotados sendo esvaziados e as ruas sendo limpas pelos caminhões de varrição mecanizada.
O prefeito perdeu a oportunidade de usar esse “teatro” todo para responder à população o se pode esperar agora. Sim, o caminhão passou por diversos setores, fez a coleta, que é uma obrigação, mas e agora? O serviço vai se manter regular? A população pode esperar a prestação do serviço toda semana ou as imagens foram feitas para tentar apenas iludir os moradores?
E a parte de Goiânia que segue com a Comurg, o prefeito também vai fazer 24 horas de fiscalização na coleta de lixo prestada pela empresa municipal? Para esses setores, a Comurg está estruturada, equipada para atender essas regiões?
O prefeito foi para rua, teve seu dia de “gari”, a atuação só não foi mais falha do que a comunicação que continua sem responder à população, ser trazer confiança e sem convencer de que as medidas realmente são efetivas para resolver esta questão.
Mas um dia de “gari” é o suficiente para pelo menos começar a fazer a população mudar a percepção de uma gestão fraca? Ou será necessário “um dia médico” para mostrar os atendimentos nas unidades de saúde, que estão cheias de denúncias de superlotação, pacientes esperando horas por atendimento, além da falta de medicamentos, falta de servidores e até mesmo o SAMU com investigação de corrupção e sucateado.
“Um dia de engenheiro” para resolver a infraestrutura, conclusão dos recapeamentos, trânsito bagunçado, com várias tentativas de alterações para melhor o fluxo, mas sem nenhuma efetivação até o momento.
Ainda “um dia de professor” para acompanhar de perto as necessidades da Educação municipal, a falta de estrutura, a falta de vagas para crianças e que casos como o flagrante de estudantes dormindo no chão não se repita mais.
Por último, e talvez mais importante, “um dia de prefeito” para não ser necessária a atuação em outras funções, mas que assuma o papel do gestor que tenha direcionamento, controle a própria gestão com medidas efetivas que não caia em problemas básicos como essa “crise do lixo” e atenda a população em todas as áreas básicas, o dever do Executivo municipal.















