"Reeleição" não foi barrada por Caiado, mas por falta de Vilmar reverter rejeição e unir base
A realidade é que o prefeito de Aparecida foi o arquiteto de sua própria derrocada política, com uma sucessão de equívocos durante seu mandato

O cenário político em Aparecida de Goiânia tem sido marcado por uma busca incessante por culpados após a queda do prefeito Vilmar Mariano (UB) de seu projeto de reeleição. No entanto, atribuir a responsabilidade ao governador Ronaldo Caiado (UB), ao vice Daniel Vilela (MDB) ou ao ex-prefeito Gustavo Mendanha (MDB) seria desviar do cerne da questão.
A realidade é que Vilmar Mariano foi o arquiteto de sua própria derrocada, com uma sucessão de equívocos durante seu mandato.
A política é uma arte que exige habilidade para unir forças, mas Vilmar falhou em construir alianças, preferindo gastar seu tempo em conflitos com seus opositores como, por exemplo, o presidente da Câmara, André Fortaleza (PL), e provocando tensões desnecessárias dentro do grupo político de Gustavo Mendanha.
Governar ficou em segundo plano.
Com a administração municipal em um momento favorável, herdada de Gustavo Mendanha, bastaria a Vilmar dar continuidade às políticas já implementadas.
Contudo, a necessidade de imprimir sua marca na gestão levou a decisões precipitadas. Em vez de apostar na continuidade do legado de Maguito Vilela, optou por mudanças que não ressonaram com o eleitorado.
As pesquisas refletem o resultado de sua gestão, mostrando Vilmar com apenas 20% das intenções de voto, um indicativo de que apenas o apoio institucional não é suficiente. Enquanto isso, seu adversário, Professor Alcides (PL), avançava sem obstáculos sobre o desgaste de Vilmar, que reagiu tardiamente.
A tentativa de recuperação veio tarde demais. Apenas dois meses antes de começar oficialmente a pré-campanha, Vilmar tentou retomar o controle e escutar seus mais importantes aliados, mas o tempo já estava contra ele. A insatisfação entre os eleitores, já estava consolidada, rondando a casa dos 50% de rejeição.
Leandro Vilela, ex-deputado federal e membro da família Vilela, surge com o apoio de Gustavo Mendanha, representando a mudança ansiada pelo eleitorado. As pesquisas sugerem um crescimento significativo de Vilela na disputa, enquanto Vilmar enfrenta uma alta rejeição.
No fim, Vilmar Mariano não foi retirado do jogo político por seus aliados, mas por sua própria incapacidade de ouvir queM realmente importava: a população.













