Juíza cassa chapa de Mabel e deixa Caiado inelegível; defesa chama decisão de “incabível”
O principal argumento para a cassação teve como base os dois jantares promovidos pelo governador no mês de outubro, em período eleitoral, que contaram com a presença de vereadores, suplentes e outras lideranças políticas.

A Justiça eleitoral decidiu, em primeira instância, pela cassação da chapa composta pelo prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), e sua vice, Cláudia da Silva Lira. A decisão foi proferida pela juíza Maria Umbelino Zorzetti, que acatou o pedido da chapa adversária, liderada por Fred Rodrigues (Partido Liberal - PL), que também disputou o pleito municipal.
O principal argumento para a cassação da chapa teve como base os dois jantares promovidos pelo o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), no mês de outubro, em pleno período eleitoral. Esses eventos, realizados no Palácio das Esmeraldas – sede oficial do Governo do Estado –, contaram com a presença de vereadores, suplentes e outras lideranças políticas importantes da capital.
Na visão da Justiça, as reuniões configuraram abuso de poder político e de autoridade, uma vez que utilizaram a estrutura estatal para promover vantagens indevidas à chapa de Sandro Mabel.
Além de decretar a cassação do mandato de Sandro Mabel e de sua vice-prefeita, a juíza também determinou a inelegibilidade dos dois políticos, bem como do próprio governador Ronaldo Caiado (UB), pelo período de oito anos. Caso a decisão seja confirmada em julgamentos de instâncias superiores, Ronaldo Caiado também ficará proibido de disputar eleições durante esse período.
Por se tratar de uma decisão em primeira instância, ainda há possibilidade de recurso.
A defesa de Sandro Mabel, representada pelo advogado Wandir Allan de Oliveira, afirmou que irá recorrer da sentença. Em entrevista concedida, ao vivo, à rádio CBN Goiânia, na manhã desta quarta-feira (11), o advogado classificou a decisão como “incabível” e reforçou que será questionada judicialmente.
O prazo para a apresentação do recurso é de três dias, conforme estabelecido pela legislação eleitoral.
“Essa decisão não se sustenta. O governador não cometeu nenhum ato ilícito e todo o processo eleitoral foi conduzido com transparência. Vamos recorrer à instância superior para garantir que a escolha democrática da população de Goiânia seja respeitada”, argumentou Wandir Allan durante a entrevista.















