Jornal diz que sentença contra Caiado aprofunda racha na direita e cita Bolsonaro
A crise se aprofundou, segundo o Correio Braziliense, porque o governador de Goiás reafirmou após o pleito municipal que irá disputar a Presidência, em 2026, o que pode ter irritado Bolsonaro, que pretendia fechar apoio, apesar de estar inelegível até 20

O portal Correio Braziliense publicou reportagem nesta segunda (16) afirmando que a ação que tornou inelegível pré-candidato à presidência da República e governador Ronaldo Caiado (UB) por oito anos aprofundou o racha na direita em Goiás e, consequentemente, o relacionamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ação contra Caiado e o prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), foi movida por Fred Rodrigues, candidato derrotado do PL e apoiado por Bolsonaro. O pedido foi acatado pela juíza Maria Umbelina Zorzetti, da 1ª Zona Eleitoral de Goiânia.
"A última vez que se viu o governador de Goiás e Bolsonaro juntos foi no palanque da manifestação na Avenida Paulista, em fevereiro. O mote do ato foi a operação da Polícia Federal (PF) que, em 8 de fevereiro, prendeu Filipe Martins (ex-assessor internacional do ex-presidente), Marcelo Câmara (coronel da reserva do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos no exterior pelo tenente-coronel Mauro Cid e pelo pai, general Mauro César Lourena Cid), Rafael Martins (tenente-coronel do Exército) e Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel do Exército, preso depois que voltou ao Brasil vindo dos Estados Unidos)", diz trecho da reportagem.
A publicação segue analisando que, de lá para cá, os políticos se afastaram, sobretudo depois das críticas do ex-presidente ao governador. Chegaram perto da ruptura na eleição de Goiânia, em que apoiaram candidatos concorrentes.
Após a vitória acachapante nas eleições municipais, o racha se aprofundou ainda mais porque Caiado explicitou o desejo de disputar a Presidência, em 2026, dividindo ainda mais o campo da direita, isto porque Bolsonaro pretendia ver fechado com ele, apesar de estar inelegível até 2030.













