Izaura acionou o modo desespero
Escorada no legado marido, a ex-primeira-dama imaginou o melhor cenário possível ao tentar a prefeitura de Senador Canedo, mas tem fracassado

A esposa do senador Vanderlan Cardoso (PSD), Izaura Cardoso (PSD), imaginou o melhor cenário possível ao tentar a prefeitura de Senador Canedo. Com Vanderlan reconhecido como um dos maiores gestores do município, parecia que seria só chegar e levar. Não foi.
Isto ocorre porque há três explicações básicas para a campanha desastrosa da ex-primeira-dama, segundo fontes consultadas em Canedo pelo G5.
A primeira é que Vanderlan deixou de ser prefeito há quase dez anos e metade da população da cidade não conheceu sua gestão. Além disso, os erros cometidos na acirrada política canedense colocam seu apoio em xeque.
Apenas 37% dos eleitores estão dispostos a votar em um candidato indicado por ele, mas 47% rejeitam. O governador Ronaldo Caiado (UB) tem mais simpatia junto ao eleitorado atualmente.
A segunda é que Izaura Cardoso não tem marca de serviços prestados no município. Todo seu discurso é baseado no legado do marido. Seu trabalho missionário, da igreja, por exemplo, foi na África, longe da dureza da vida no município da Grande Goiânia.
Por fim, ela enfrenta o prefeito Fernando Pellozo (UB), no momento em que o gestor entrega obras históricas e tem uma aprovação em alta, como nunca aconteceu em Senador Canedo desde a saída de Vanderlan.
Com isso, Izaura empaca nas pesquisas. Sem crescimento dentro do planejado, acionou o modo desespero a um mês das eleições. O maior símbolo é um vídeo onde aparece com um machado em punho prometendo derrubar a fiscalização eletrônica no município. Isso não combina com ela. Não combina com o bom senso.
No máximo, pode aumentar o número de likes, que nem sempre são positivos. O “fenômeno” Pablo Marçal começa a experimentar a queda em São Paulo. Porque, na hora do voto, o eleitor costuma pensar duas vezes e no momento certo. Aparecer é bom, mas tem que aparecer com consistência e com propostas que inspirem confiança no eleitor.
Depois do “game over” desenhado para Izaura em 6 de outubro, caberá a ela dois caminhos. O primeiro é esquecer a história e torcer para assumir o Senado com uma eleição de Wilder Morais daqui a dois anos. A outra é começar desde já um trabalho de base de verdade em Senador Canedo, que pode ser com um Instituto Vanderlan Cardoso, para estar junto da poeira do Morumbi e do Aurora das Mansões, por exemplo. Sentindo o sofrimento do povo e fazendo algo que melhore realmente a vida das pessoas.













