Gabinete do ódio trabalha para destruir a reputação de Silvye
O motivo pelo qual Gayer utiliza sua estrutura dentro do partido, incluindo seu gabinete de fake news, decorre de uma série de desentendimentos entre os parlamentares

Existe uma ala do Partido Liberal, ligada ao deputado federal e pré-candidato a prefeito de Goiânia, Gustavo Gayer (PL), que trabalha intensamente para desgastar e perseguir a deputada federal Silvye Alves (União Brasil), a parlamentar mais bem votada na história de Goiás.
O motivo pelo qual Gayer utiliza sua estrutura dentro do partido, incluindo seu gabinete de fake news, decorre de uma série de desentendimentos entre os parlamentares. Esses conflitos surgiram porque a deputada vota de acordo com sua consciência e não segue a cartilha da extrema-direita.
Durante a campanha eleitoral de 2022, a parlamentar defendeu o nome do então presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e outros políticos. No entanto, os seguidores de Gayer sentiram-se traídos quando Silvye votou a favor de pautas propostas pelo Governo Lula, que beneficiam as mulheres – uma das principais bandeiras da deputada.
Um exemplo é o voto de Silvye foi a favor da Medida Provisória (MP) dos Ministérios – que permitiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manter o organograma do seu governo. Incentivados pelo deputado, alguns seguidores extremistas passaram do limite até ameaçaram dar “tiro na cabeça” da parlamentar e do filho dela.
Outro caso foi o voto a favor do DPVAT, um imposto que serve para socorrer financeiramente vítimas de acidentes de trânsito, que ficam impossibilitadas de trabalhar durante o período de recuperação. A direita foi contra o retorno desse tributo, mas a deputada decidiu que votar a favor seria uma forma de ajudar quem precisa.
Gayer espalhou entre seus seguidores que Silvye deveria ser denominada “Musa DPVAT”. Na semana passada, ele também disseminou uma fake news que atingiu membros do próprio partido. Alegou que a deputada votou a favor do “PL da Globo”, que prevê a taxação de aplicativos de streaming, como a Netflix, por exemplo.
No entanto, no dia em que ele soltou essa notícia falsa, não houve votação do projeto.
A proposta de urgência foi analisada em agosto do ano passado e contou com o apoio de vários deputados do seu partido. A questão é que os extremistas começaram a atacar todos os parlamentares federais da sigla, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) precisou vir a público para apagar o incêndio e explicar que votar urgência não quer dizer que o deputado é a favor ou contra determinado projeto.
Silvye Alves é corajosa e enfrenta desafios, mas precisa encontrar maneiras de se defender da enxurrada de críticas e da perseguição virtual. Caso contrário, corre o risco de ser engolida pelo extremista Gustavo Gayer.












