Fieg e sindicatos fazem coro a Lula e preparam ofensiva contra juros altos
Federação e sindicatos fazem um almoço para declarar posicionamento contrário ao Banco Central sobre possibilidade de manter a Selic em 13,75%.

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) vai fazer coro ao presidente Lula (PT) ao liderar, nesta quarta-feira (21), um evento de mobilização contra a elevada taxa básica de juros, aumentando a pressão sobre o presidente do Banco Central, Campos Neto. O movimento contará, segundo a Fieg, com 35 sindicatos patronais da base e 11 sindicatos de trabalhadores.
Durante almoço, na sede da federação, em Goiânia, será apresentado o posicionamento do setor sobre a Selic, hoje em 13,75%.
Atualmente, o Brasil possui a maior taxa de juros do mundo. Neste sentido, a federação vai argumentar que os altos juros penalizam o setor produtivo e toda a sociedade.
“Precisamos ter uma economia competitiva para retomar a industrialização e isso passa, necessariamente, pela redução dos juros”, diz trecho do comunicado.
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Panfleto afirma que "juros estão matando empregos"
Inclusive já há folheto digital que mostra a imagem da morte com a seguinte frase: "Os juros estão matando os empregos".
A mobilização ocorre no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir o futuro da taxa básica de juros. Especialistas apontam que o BC deve manter a Selic em 13,75%, porém, vão sinalizar um corte em agosto.
Com o posicionamento, a federação, empresários e funcionários da indústria engrossam o discurso do presidente Lula que vem cobrando a redução dos juros.
O petista tem criticado Campos Neto e o conselho do Banco Central ao afirmar que estão "brincando com o país" e com as famílias mais pobres.
É importante lembrar que Lula não pode tirar Campos Neto do cargo devido à Lei de Autonomia, ou seja, somente o Senado pode fazer isso.














