Ex-presidente do BRB demite advogados e contrata ex-ministro de Dilma especialista em delações
Paulo Henrique Costa contratou Eugênio Aragão conhecido por sua atuação em casos de colaboração premiada. O criminalista Davi Tangerino também fará parte da nova defesa.
O ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, fez uma troca em sua equipe de defesa em um momento crítico. Ele foi preso na semana passada por ordem do Supremo Tribunal Federal e agora optou por um advogado com experiência em delações premiadas.
A mudança de defesa foi confirmada em 22 de abril de 2026. O advogado Cléber Lopes deixará a equipe, sendo substituído pelo escritório de Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff e conhecido por sua atuação em casos de delação. O criminalista Davi Tangerino também fará parte da nova defesa.
Paulo Henrique Costa é acusado de receber propina de Daniel Vorcaro para viabilizar a compra de ativos fictícios pelo BRB. A defesa de Costa afirma que as acusações são infundadas e que pretende recorrer judicialmente.
A prisão de Costa ocorreu em 16 de abril, durante uma investigação relacionada a fraudes no Banco Master. O ministro André Mendonça autorizou a prisão preventiva, citando “fortes indícios” de envolvimento do ex-presidente em um esquema criminoso.
A investigação aponta que documentos foram fabricados para dar falsa legalidade a ativos que não existiam. Do total de R$ 21,9 bilhões adquiridos pelo BRB, cerca de R$ 13,3 bilhões apresentavam problemas de lastro e documentação.
A pressão interna na instituição parece ter desempenhado um papel significativo nas operações, que foram priorizadas pela presidência do banco. Alertas sobre irregularidades foram ignorados, indicando uma gestão conturbada e potencialmente criminosa.













