Estratégia do PT Nacional pode frustrar sonho de Accorsi comandar Goiânia
O partido quer orientar seus candidatos à prefeitura a nacionalizar o debate municipal. A ideia é péssima, para não dizer um "tiro no pé".

O Partido dos Trabalhadores (PT), em âmbito nacional, está desenvolvendo uma estratégia para as eleições municipais com o objetivo de reverter o processo de encolhimento que enfrenta desde os casos de corrupção revelados pela Operação Lava-Jato. No entanto, essa estratégia pode prejudicar os planos da deputada federal Adriana Accorsi (PT) na disputa pela prefeitura de Goiânia.
Accorsi tem trabalhado intensamente para se distanciar da polarização nacional entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, o PT tem considerado a estratégia de nacionalizar o debate eleitoral, colando a imagem dos candidatos à gestão federal.
Em Goiânia, considerada uma das capitais mais bolsonaristas do Brasil, essa abordagem pode ser prejudicial para Accorsi.
A deputada aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, não pelo partido, mas devido à sua aprovação pessoal.
Na capital goiana, a popularidade de Lula é baixa, e associar Adriana à imagem dele pode resultar em desgaste. No entanto, o PT avalia que precisa recuperar prefeituras importantes para o partido, que tem visto esse número diminuir constantemente desde 2014.
Para se ter uma ideia, antes da Lava-Jato e durante o governo da presidente Dilma Rousseff, o partido controlava 630 prefeituras no país. Em 2016, quando os escândalos na Petrobras já estavam em evidência, esse número caiu para 254. Atualmente, o partido comanda apenas 179 prefeituras, e esse número pode diminuir ainda mais a partir de 2025.
Agora, o PT quer orientar seus candidatos a nacionalizar o debate municipal. A ideia é péssima, para não dizer um "tiro no pé".
O objetivo, segundo os petistas, é que os candidatos mostrem “os investimentos do governo federal na cidade”. Contudo, no caso de Goiânia, isso beneficiaria mais Lula do que Accorsi, que precisa demonstrar neutralidade, mesmo sendo petista.
Se Adriana Accorsi fizer uma avaliação criteriosa, deve se desvincular da imagem de Lula e focar apenas nos projetos do partido que foram bem-sucedidos, como Farmácia Popular, Bolsa Família e Pé de Meia, entre outros.
A ligação direta com Lula pode comprometer sua credibilidade junto aos eleitores de centro-direita e direita que avaliam votar nela.
Se colocar a imagem aos petismo perde fácil a eleição, basta olhar para as pesquisas.















