"Empresários" do agro são alvos da polícia por sonegar R$ 1,4 bilhão
A quadrilha tinha ramificações em diversos estados, incluindo Goiás e Tocantins.

Em uma megaoperação conjunta da Receita Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, uma pessoa foi presa e cinquenta mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra uma quadrilha especializada em sonegação de impostos na venda de bois.
A quadrilha tinha ramificações em diversos estados, incluindo São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Tocantins, demonstrando a complexidade e alcance da organização criminosa.
A operação, batizada de "Rei do Gado" em referência à famosa novela brasileira, revelou um esquema sofisticado que atuou entre 2020 e 2023, envolvendo funcionários públicos, contadores, "laranjas" e diversas empresas. O grupo criminoso conseguiu sonegar a impressionante quantia de R$ 1,4 bilhão em impostos.
O esquema consistia na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) falsas por funcionários públicos corruptos, que inseriam dados fraudulentos nos sistemas de controle. Com as GTAs falsas, contadores emitiam notas fiscais em nome de "laranjas", pessoas que emprestavam seus nomes para a operação. Os bois eram então vendidos para frigoríficos em São Paulo, onde eram abatidos.
Além da prisão e dos mandados de busca e apreensão, a operação também resultou na suspensão de servidores públicos envolvidos no esquema e no bloqueio de R$ 67 milhões em bens dos suspeitos.
A Receita Federal e o Gaeco continuam investigando o caso para identificar todos os envolvidos e garantir que sejam responsabilizados pelos crimes cometidos. A operação "Rei do Gado" representa um importante golpe contra a sonegação fiscal no setor agropecuário e serve como um alerta para outros grupos criminosos que tentam burlar o sistema tributário.













