Delegado e deputado suspeitos de “trama” que envolve furtos de pisos e golpe de R$ 2 milhões
Empresário e pelo menos 50 clientes tiveram prejuízo milionário

Uma trama que envolve o nome do deputado estadual Ricardo Quirino (Republicanos) e o delegado Titular da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso e Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa com Deficiência, Alexandre Bruno Barros, causou prejuízo de R$ 2 milhões ao empresário Tiago do Piso, proprietário de uma franquia de lojas do segmento em Goiás chamada Feirão do Porcelanato. Áudios abaixo
O G5News e o programa Goiás da Gente, transmitido pela Rádio Mania FM (107.3), tiveram acesso exclusivo aos detalhes dessa denúncia.
De acordo com os documentos obtidos pela reportagem, os personagens centrais desse suposto golpe são Fabrício Gonçalves Cavalcante Barros, ex-servidor do gabinete do deputado Quirino, e Isabela Barros de Carvalho Cavalcante. Isabela é sobrinha do delegado Alexandre Bruno.
Ainda segundo a documentação, em setembro do ano passado, Fabrício e Isabela compraram franquia de Tiago no valor de R$ 400 mil, pagando de forma parcelada. O casal também repassou 14 cheques com erro de assinatura, totalizando R$ 225 mil, que foram referentes a compra de produtos.
No entanto, segundo a denúncia, mesmo com lucros de aproximadamente R$ 337 mil, os pagamentos que deveriam quitar os materiais não foram realizados. Além disso, surgiram denúncias de dezenas de clientes que compraram e não receberam os pisos, o que pode caracterizar crime de estelionato.
Durante uma auditoria na empresa, em Goiânia, a franqueadora descobriu que o dinheiro recebido com as vendas dos produtos foi usado para bancar viagens particulares, eventos, saídas para ambientes luxuosos e até mesmo para negociar uma aeronave.
Além disso, os auditores, juntamente com Tiago e sua esposa, Cecília Morgana, descobriram que um grande volume de pisos foi levado para a casa da mãe de Fabricio. Outra parte dos produtos foi, supostamente, doada por meio do deputado Ricardo Quirino e assentado no chão da Delegacia do Idoso, comandada pelo tio de Isabela, o delegado Alexandre Bruno.
Quando confrontado, o delegado confirmou que o deputado fez a doação, mas não havia nenhum documento que comprovasse isso.
Ouça o áudio abaixo:
Após essa gravação, o delegado, ao invés de denunciar a sobrinha e o marido dela por crime de estelionato, fez o oposto, e solicitou a prisão da vítima, no caso Tiago, e a esposa dele, pelo crime de estelionato.
A Justiça negou o pedido do delegado, chamando o ato de “bizarro”, e ainda pediu uma investigação contra o titular da delegacia do idoso por abuso de autoridade.
Por outro lado, a chefia de gabinete de Ricardo Quirino, em gravação, afirmou que o Delegado Alexandre Bruno Barros pode ter se “equivocado”, pois o deputado não faz esse tipo de doação e que o repasse dos pisos ocorreu, provavelmente, por Fabrício, que era servidor do gabinete à época, sem a ciência do parlamentar.
Ouça áudio:
Apesar de chegar a informação de que houve a doação sem permissão, o deputado não chegou a fazer nenhuma denúncia e comunicar à polícia para investigação.
Ainda conforme os documentos, denúncias feitas pelo empresário seguem “engavetadas” na delegacia. Porém, acusações feitas pelo delegado contra o empresário e a esposa tiveram andamento, inclusive, com pedidos de prisão feitos, mas negados pela Justiça.
Fabrício e Isabela, em meio a toda situação, “sumiram” e não abre dialogo com os empresários para resolver o problema empresarial.
Outro Lado
O G5News e o Goiás da Gente receberam informações da Polícia Civil de que o fato está sendo investigado pela Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO.
O delegado Alexandre Bruno não quis falar sobre o assunto, mas enviou documentos do Ministério Público que arquivam parte das denúncias contra o casal Fabrício e Isabela Barros de Carvalho. Os documentos estão em posse da reportagem e serão divulgados em breve, garantindo um amplo direito de resposta. O conteúdo não será publicado nesta reportagem para evitar um texto muito longo e cansativo para o leitor.
O deputado Quirino afirmou que o fato foi um mal-entendido e deu explicações à reportagem que serão publicadas ainda hoje.
Nota oficial - Fabrício e Isabela
Infelizmente foi publicado a maior mentira, que busca ser contada MIL VEZES, com a intenção que alguém compre como VERDADE. As investigações já mostraram que nenhuma das situações aqui narradas são verdadeiras. Jamais houve furto de piso ou qualquer outra coisa. O piso sempre foi da Franquia, não do FRANQUEADOR.
A Sra Isabela se tornou franqueada do Sr Tiago em um completa utopia, ou até mesmo pode se falar em tentativa de golpe. Infelizmente foi vítima de uma SITUAÇÃO muito bem arquitetada para que JAMAIS a franquia pudesse fluir. Inexistência de treinamento, falta de Processos administrativos, pisos quebrados, dentre outros pontos que estão todos sendo discutidos na justiça.
Por ameaças, até mesmo de MORTE, por parte do Sr Tiago e de terceiros, não houve como manter a franquia, tudo isso que está sendo apurado pela POLÍCIA CIVIL, que vem fazendo um trabalho correto, imparcial e com a busca pela verdade. Há hoje Inquérito Policial na Polícia Civil em Goiânia, na Decon e em Senador Canedo que todos demonstram que as falas do Sr Tiago são inverídicos e até criminosas.
O delegado Alexandre, JAMAIS cometeu qualquer crime, inclusive representou em juízo e o Sr Tiago. Ressalta-se que o Sr Tiago já foi até mesmo denunciado pelo MP, pelos crimes previsto nos Artigos 138, 139 e 140 do Código Penal e sua combinação com o artigo 141, parágrafo 2o e 141, II, todos na forma do artigo 69 do Código Penal, conforme processo 5226564-25.2024.8.09.0051. O deputado Quirino, não possui qualquer relação com a presente situação.
O que houve, foi que o Sr Fabrício doou um piso na delegacia, por ser proprietário do referido bem, deixando o Sr Tiago até mesmo ciente, haja vista que ele também fazia inúmeras doações. O Sr Fabrício não furtou, se se apropriou ou cometeu qualquer crime, haja vista que o bem era seu. Ele poderia ter doado a essa delegacia ou a qualquer outra instituição, que ele quisesse.
Como se já não bastasse, a Sra Cecília Morgana Cardoso Assis e o Sr Thiago Gomes Assis ainda invadiram por diversas vezes um culto religioso para proferir ameaças e turbar a ordem, quando TAMBÉM foram denunciados pelo MP nos art. 140, § 3o, art. 288, caput, art. 147-A §1o, incisos I e III e art. 208, caput, na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal, conforme processo 5175791-73.2024.8.09.0051.
Essa tática de disseminação de informações inverídicas, para uma comoção social pela inverdade é uma prática antiga, que criminosos buscam, como afã de COAGIR autoridades, para que não façam o certo, com o receio de serem expostos. Não obstante, o tiro sai pela culatra quando as autoridades estão respaldadas em documentos, isso que está acontecendo. Estamos confiante na Polícia Civil, bem como no judiciário que mostrará a verdade e colocará um freio nessa situação.
Dr Guilherme Amaral













