Delegado acusado de tortura e de acobertar furto de pisos tenta usar a Polícia Civil para “calar imprensa”
Alexandre Bruno foi denunciado pelo G5News por uma série de acusações, incluindo o suposto uso da estrutura policial para perseguir e solicitar a prisão de adversários em Goiânia.

O delegado Alexandre Bruno, ainda responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI), é acusado de utilizar a Polícia Civil de Goiás com o intuito de silenciar e intimidar a imprensa.
Bruno foi denunciado pelo G5News por uma série de acusações, incluindo o suposto uso da estrutura policial para perseguir e solicitar a prisão de adversários em Goiânia.
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Recentemente, o delegado parece recorrer à mesma tática ao denunciar os jornalistas Rafael de Sousa, do Portal G5News, e Messias da Gente, apresentador do programa “Goiás da Gente” das rádios Mania FM e Bons Ventos FM, após a divulgação de uma série de reportagens investigativas.
Curiosamente, em vez de procurar a Justiça diretamente para contestar as acusações, que foram embasadas por uma série de documentos e gravações, Bruno optou por registrar uma queixa na Polícia Civil.
A ação corrobora o que foi observado pelo juiz Liciomar Fernandes da Silva, da 4ª Vara Criminal dos Crimes Punidos com Reclusão e Detenção, que negou um pedido de prisão feito por Bruno contra os empresários Tiago do Piso e sua esposa, Cecília, vítimas do suposto furto de pisos instalados na Delegacia do Idoso.
Na decisão, o juiz classificou as ações do delegado como “bizarras” e lamentou o uso da estrutura policial para intimidar os denunciantes.
“Isso também revela um lado sombrio de um servidor público que se vale do aparato estatal para proteger um parente, ou seja, por interesse próprio. Portanto, surgem situações e fatos que podem comprometer todo o processo penal. Existem elementos suficientes para justificar uma ordem de salvo-conduto, já que houve uma tentativa de prisão contra os acusados”, criticou o magistrado.
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O G5 e o apresentador Messias da Gente se colocam à disposição da Polícia Civil para apresentar novas denúncias, surgidas em decorrência das publicações, contra o delegado, além das já veiculadas no portal e nas emissoras de rádio.













