Convidados, Caiado e Tarcísio não comparecem a ato de Bolsonaro
Até esta segunda-feira (21), os governadores ainda não tinham se manifestado sobre a ausência no evento

Os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, não compareceram ao ato organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesse domingo (21), no Rio de Janeiro.
Ainda não houve justificativa pública por parte do governadores.
O encontro, que contou com a presença do pastor Silas Malafaia, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), entre outros aliados, teve como pano de fundo discursos que entrelaçaram política e religião.
Os aliados de Bolsonaro aproveitaram a ocasião para expressar apoio ao ex-presidente, ao empresário Elon Musk, e à liberdade de expressão, além de tecer críticas aos veículos de imprensa, ao governo atual e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral devido a abuso de poder econômico, manteve a retórica de vítima de um “sistema” que, segundo ele, busca excluí-lo definitivamente do cenário político.
Ele defendeu os manifestantes detidos nos atos de 8 de janeiro, quando houve invasão e vandalismo no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente também reiterou seu desejo de participar de eleições sem suspeitas de irregularidades.
Atualmente, Bolsonaro é alvo de investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Seu passaporte foi confiscado pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, durante a operação Tempus Veritatis.
De acordo com as investigações da PF, Bolsonaro teria discutido com militares um plano de golpe de Estado enquanto ainda era presidente, que incluía a prisão de Moraes, do ministro Gilmar Mendes e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O plano também previa a realização de novas eleições presidenciais, sob a alegação de supostas fraudes nas urnas eletrônicas.













