Colunista diz que PF vai pedir prisão de deputado goiano e Demóstenes entra com habeas corpus preventivo
Solicitação ao STF ocorre, segundo Lauro Jardim, porque o parlamentar usou a tribuna da Alego para afirmar que "deveria estar preso" por ter ajudado "a bancar" manifestantes golpistas

O jornalista Lauro Jardim publicou em sua coluna de O Globo, nesta sexta (09), que a Polícia Federal vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do deputado estadual Amauri Ribeiro (União Brasil) após o parlamentar dizer que ajudou acampamentos que defendiam um golpe de estado. Para evitar uma possível prisão, o advogado Demóstenes Torres solicitou que o STF rejeite eventual pedido de prisão alegando que o parlamentar tem foro e que sua fala foi tirada de contexto.
A solicitação ocorre porque, na terça (06), o parlamentar usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás para afirmar que "deveria estar preso" por ter ajudado "a bancar" manifestantes golpistas, atos que culminaram na invasão das sedes dos três poderes no dia 8 de janeiro passado.
“A prisão do coronel Franco é um tapa na cara de cada cidadão de bem neste estado. Foi preso sem motivo algum, sem ter feito nada. Eu também deveria estar preso. Eu ajudei a bancar quem estava lá. Pode me prender, eu sou um bandido, eu sou um terrorista, eu sou um canalha, na visão de vocês. Eu ajudei, levei comida, levei água e dei dinheiro”,
Para evitar a prisão, Demóstenes protocolou o documento endereçado ao ministro Alexandre de Moraes.
“Inicialmente, é preciso ressaltar que a fala do parlamentar foi completamente tirada de contexto. Conforme Termo de Declaração anexo,o deputado disse não considerar “bandidos os que estavam acampados na porta do quartel em Goiânia; por questões humanitárias levei água e alimentos para os mais carentes que lá estavam; considero vândalos, bandidos e delinquentes os que participaram das depredações ocorridas em 8 de janeiro deste ano”, diz trecho do documento.
Em seguida, a defesa pontua que “os deputados estaduais são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. Ou seja, Demóstenes destaca que "desde a expedição do diploma, deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Neste caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Assembleia Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”.
O G5News tentou contato com a Polícia Federal para confirmar se houve realmente o pedido de prisão, como afirma o jornalista, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.













