Caiado reúne bloco de partidos e faz maratona em Brasília para barrar Reforma Tributária
Governador almoçou com deputados da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e encerrou o dia numa reunião do bloco composto por PSD, MDB, Republicanos e Podemos.

O governador Ronaldo Caiado (União), um dos mais críticos da Reforma Tributária, motivou prefeitos e governadores de outros estados a se posicionarem contra a proposta que será analisada na Câmara Federal até esta sexta-feira (07). Para articular a reprovação do texto, Caiado almoçou com deputados da Frente Parlamentar de Empreendedorismo (FPE) e terminou a terça-feira (04) em uma reunião do bloco composto por PSD, MDB, Republicanos e Podemos.
O governador reafirmou aos parlamentares e líderes de partido que a proposta do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), precisa, primeiramente, ser testada, mas apenas com os impostos federais.
"Acho que esse assunto deveria ser pauta de cada um no seu quadrado. O governo federal faz a reforma, e estados e municípios fazem seu acordo", teria dito o governador.
Ele ainda criticou a possibilidade de criação do chamado cashback de impostos.
"Não faz sentido você ter um cashback no Brasil. É um nível de ficção fora do comum. Não entendo por que falam em reforma tributária e querem aumentar o custo da cesta básica, da educação, da agropecuária e do serviço", pontuou o governador.
Caiado se refere à ideia colocada no projeto de que o governo devolverá parte do que arrecada às famílias de baixa renda. O texto destaca que a população mais pobre recebe menos de R$ 28,5 mil por ano, mesmo sendo a que paga a maior fatia de tributos.
Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas; de Mato Grosso, Mauro Mendes; e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; são alguns que se aliaram ao governador de Goiás contra a reforma.
Mais impostos
Ainda durante os encontros em Brasília, o chefe do Executivo goiano reforçou também que há muitas pessoas que querem responsabilizar os problemas do Brasil ao ICMS e ao ISS, impostos que são de responsabilidade dos Estados e Municípios.
"Os problemas do Brasil são causados pela falta de apoio à educação, à pesquisa, à ciência, à tecnologia e à inovação. Essa é a grande realidade", ponderou durante suas exposições.
Por fim, o governador lembrou que a reforma impõe maiores responsabilidades aos estados e municípios, já que eles são afetados em 65%, enquanto a União em 35%. "O Governo Federal deveria fazer a sua própria reforma, dos seus próprios tributos. Eles arrecadam R$ 1,4 trilhão e nós arrecadamos um pouco mais de R$ 900 bilhões. Não é certo agir com generosidade usando o chapéu alheio", acrescentou.















