Caiado inicia série de reuniões contra a reforma tributária nesta terça
A partir das 16 horas, o governador se encontrará com a bancada federal de Goiás para reforçar o voto contra a proposta.

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) inicia hoje (04) a articulação para impedir a aprovação da reforma tributária na Câmara Federal. O Blog do Sousa, do G5News, apurou que Caiado vai a Brasília onde terá uma série de reuniões com líderes de partidos com objetivo de convencê-los de que o projeto não é bom para os estados, além de estar carente de informações básicas como a alíquota que será cobrada.
Nesta terça, por exemplo, ele tem a primeira reunião com a bancada de deputados federais de Goiás. Nos próximos dias, deve peregrinar pelo Congresso Nacional para tentar evitar a aprovação do texto.
O governador é crítico ferrenho de alguns trechos da proposta, principalmente em relação à criação do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado), que retira a autonomia financeira de estados e municípios e concentra a maioria da arrecadação nos cofres da União.
Em entrevista à Rádio CBN Brasil, nesta manhã, Caiado voltou a dizer que a proposta apresentada pode pesar no orçamento das famílias brasileiras, especialmente na classe média e na baixa renda, com impacto direto na cesta básica.
O chefe do Executivo goiano pontuou que uma simulação feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicou que a tributação dos itens básicos de alimentação pode aumentar em índices que chegam a 70% no Centro-Oeste, 41% no Norte, 93% no Sul, 55% no Sudeste e 35% no Nordeste.
Caiado avalia que o debate para a formulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) não incluiu setores que serão penalizados, como o de serviços, atualmente o maior empregador no Brasil e responsável por 53,8 mil novos postos formais de trabalho somente em Goiás neste ano.
"Eles não foram chamados para discussão", destacou.
Outro ponto criticado é a centralização de recursos por meio de uma fórmula única, que desconsidera as características regionais de um país com as dimensões do Brasil.
"É como se o cidadão estivesse morando apenas na União, onde não se produz um grão de milho ou de soja, onde não há nenhum ganho. E é quem vai dizer o que deve ser repassado para cada município", ponderou.
Outro ponto de alerta, segundo Caiado, é a criação do cashback, que institui a devolução de parte do imposto arrecadado para famílias inscritas no Cadastro Único.
"É algo que, ao invés de estimular a formalidade, a carteira assinada, vai fazer com que haja uma migração contrária", alertou.
As manifestações de Caiado contrárias à reforma têm ganhado cada vez mais espaço na mídia e dentro do Congresso. Governadores de alguns estados, que antes eram favoráveis ao texto, começam a se posicionar contra e orientar os deputados federais a votarem contra.














