Antes de "confissão" na Alego, Amauri disse em podcast que bancou golpistas; apresentador alertou prisão
O deputado foi o convidado foi convidado do “Papo de Garagem”, podCast com jornalistas de Anápolis, no dia 15 de maio, quando falou pela primeira vez publicamente sobre a “ajuda aos patriotas”

O deputado estadual Amauri Ribeiro (União Brasil), que usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para afirmar que "deveria estar preso" por ter ajudado a bancar manifestantes golpistas, atos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro passado, e entrou no alvo da Polícia Federal (PF), já estava com esse discurso de “ajudar os patriotas” três semanas antes.
Em entrevista ao podcast “Papo de Garagem” de Anápolis, no último dia 15 de maio, ele afirmou pela primeira vez, publicamente, que ajudou manifestantes na porta do quartel em Goiânia e tinha “orgulho”.
Chama atenção o fato do mediador do podcast, Rodrigo Tizziani, alertar que as alegações poderiam complicar a vida do deputado, inclusive com prisão. No entanto, Amauri é enfático ao reafirmar que comprou comida e água para os manifestantes.
“Eu fui para porta do quartel em Goiânia, comprei água, comprei comida”, disse o deputado na entrevista.
“Não pode falar que você comprou não, você vai preso”, alertou o jornalista.
“Eu comprei e tenho orgulho de dizer que ajudei patriotas que estavam lá sem quebradeira e protestando por um país livre e sem corrupção. Não estávamos ali protestando porque queríamos o Bolsonaro de volta, estávamos protestando porque queríamos um país livre de corrupção”, concluiu o parlamentar.
Na mesma entrevista, Amauri falou da “fuga” de Bolsonaro do Brasil após perder as eleições, e ainda ressaltou que as manifestações não eram porque os “patriotas” queriam o ex-presidente de volta, mas sim contra “corrupção”.
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No entanto, no último dia 6, Amauri disse, sem pensar nas consequências, foi mais enfático ao falar que ajudou os manifestantes e que deveria estar preso por isso. Fala foi levada adiante, outros deputados denunciaram e o parlamentar teria entrado na mira da Polícia Federal. O assunto ficou mais sério quando o jornalista Lauro Jardim publicou em sua coluna de O Globo, nesta sexta (09), que a Polícia Federal vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do deputado.
De repente, o deputado acionou o advogado Demóstenes Torres e um pedido para que o STF rejeite eventual pedido de prisão foi feito. A alegação é de que o parlamentar tem foro e que sua fala foi tirada de contexto.














