Acusado de desviar R$ 100 milhões de fiéis, padre Robson voltará a celebrar missas
Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo católico da Diocese de Mogi das Cruzes, afirmou ainda que Robson deve ajudar na pastoral da comunicação por ser um bom comunicador.

O padre Robson de Oliveira, ex-reitor da Basílica de Trindade, voltará a celebrar missas nos próximos 10 dias. A informação foi confirmada por Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo católico da Diocese de Mogi das Cruzes (São Paulo), onde o padre irá realizar a celebração.
"Ele fez o pedido e nós aceitamos", disse o bispo.
Dom Pedro Luiz Stringhini afirmou ainda que Robson deve ajudar na pastoral da comunicação por ser um bom comunicador. Após esse período, o padre poderá escolher se ficará na diocese ou retornará para a paróquia.
Padre Robson volta a comandar missas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) inocentá-lo da acusação de desvio de dinheiro enquanto era presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A investigação também apurava a compra de sentenças no Judiciário de Goiás.
Robson Oliveira é acusado de desviar pelo menos R$ 100 milhões doados por fiéis. À época dos fatos, o padre negou qualquer irregularidade, e as apurações foram suspensas por decisão judicial.
Porém, a Polícia Federal voltou a investigar o caso depois que um áudio apreendido, ainda na época da "Vendilhões", supostamente apontou a compra de uma sentença favorável ao religioso na Justiça de Goiás.
O ministro Benedito Gonçalves era o relator do processo, e o caso entrou em segredo de Justiça.
No áudio, padre Robson de Oliveira fez referência a si mesmo como o "chefe da quadrilha".
Após a decisão favorável, o padre publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter vivido um "circo dos horrores" de forma demoníaca, mas que perdoa seus "perseguidores".












