Relatório revela que mãe de Kamylinha apoiava vídeos com Hytalo
Documento de 2021 alertava para riscos da exposição e responsabilidades dos pais, mas caso foi arquivado

Um relatório do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de 2021, obtido pela equipe de jornalismo, mostra que a mãe de Kamylinha defendia abertamente a gravação de vídeos da filha com o influenciador Hytalo Santos. À época, a adolescente tinha apenas 12 anos, mas já produzia conteúdo ao lado dele desde os 8.
No documento, Francisca Maria, mãe da jovem, afirmou não ver problemas na exposição da filha e chegou a dizer que incentivava as gravações porque a menina gostava e “se sentia bem”. Ela também negou receber dinheiro pelas publicações, embora tenha admitido que Kamylinha ganhava presentes do influenciador, como celulares.
Alertas ignorados
Apesar dos relatos, técnicos do CREAS registraram preocupação. O relatório descreve que Hytalo era visto pela menina como uma espécie de “guru”, capaz de realizar sonhos e abrir portas para um mundo de fama e visibilidade. O órgão recomendou acompanhamento psicológico e orientações aos pais, destacando os riscos da exposição precoce.
Mesmo com os alertas, o caso acabou arquivado, sem medidas adicionais.
De volta aos holofotes
Em 2025, o caso voltou ao centro das atenções após novas denúncias contra o influenciador. Hytalo foi preso preventivamente na última sexta-feira (15/8), acusado de tráfico de pessoas, exploração e exposição de menores. Ele foi detido junto do marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro.
O casal foi transferido nesta segunda-feira (18/8) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo. A defesa chegou a pedir um habeas corpus ao Tribunal de Justiça da Paraíba, mas o pedido foi negado.













