Justiça italiana afirma que Zambelli não tem vínculos sólidos com o país

A Justiça italiana decidiu que a ex-deputada Carla Zambelli não possui vínculos sólidos com a Itália, mesmo tendo cidadania italiana. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Roma, que analisou o caso e considerou a possibilidade de extradição da parlamentar ao Brasil.
No parecer, a Corte mencionou que Zambelli usufruiu de uma rede de apoio durante sua permanência no país, o que aumentou o risco de fuga. O tribunal destacou que a cidadania italiana, por si só, não estabelece um vínculo suficiente com o território.
A sentença também mencionou o uso do passaporte italiano por Carla Zambelli como um meio de evitar a Justiça brasileira. O passaporte foi emitido em junho de 2023 e facilitou sua movimentação internacional, permitindo que ela se esquivasse das autoridades.
Zambelli está detida na Itália desde julho de 2025. Ela é acusada de ser a mandante da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de ter inserido documentos falsos no Judiciário brasileiro, como um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Apesar da autorização do Judiciário italiano para a extradição, a legislação local permite que o Ministério da Justiça negue o pedido por motivos de conveniência política ou razões humanitárias. Essa possibilidade gera incerteza sobre o futuro da ex-parlamentar.
A situação de Carla Zambelli levanta questões sobre a eficácia da Justiça e a utilização de cidadanias para evitar processos judiciais. O caso continua a ser acompanhado de perto, dado o impacto político e social envolvido.












