Conheça a história da família real da minissérie Emergência Radioativa
A minissérie da Netflix relembra o trágico acidente com Césio-137 em Goiânia, Goiás. A trajetória de Lourdes, uma das sobreviventes, é narrada com ficção.

No dia 18 de março de 2026, a Netflix lançou a minissérie Emergência Radioativa, que retrata o acidente com o Césio-137 em Goiânia, Goiás, ocorrido em 1987. A trama ficcionaliza a história de várias pessoas que foram afetadas pela tragédia, incluindo a família de Lourdes das Neves Ferreira, que comoveu o público.
Aos 74 anos, Lourdes assistiu a todos os cinco episódios da minissérie. Ela se viu representada por Marina Merlino, que interpretou a personagem Catarina. A narrativa do programa inclui Leide, uma criança de seis anos que faleceu devido à contaminação. A história de Leide se tornou um símbolo da tragédia que marcou Goiânia.
Em uma entrevista, Lourdes expressou sua tristeza ao relembrar o acidente. Ela mencionou que, apesar do sofrimento, é importante que as pessoas se lembrem do ocorrido para evitar que tragédias semelhantes se repitam. A ficcionalização de sua história trouxe à tona sentimentos complexos, pois ela passou por momentos de dor e separação familiar durante o acidente.
No enredo, Lourdes foi mostrada como uma personagem que teve pouco contato com o material radioativo. Na realidade, Lourdes enfrentou um isolamento longo e doloroso. Ela narra que passou três dias em um estádio e depois foi levada para um prédio da Febem, onde ficou por três meses sob supervisão médica.
Durante o período de isolamento, Lourdes relata que foi medicada constantemente. O uso de remédios, segundo ela, estava relacionado ao impacto emocional das notícias ruins que recebia sobre sua família. A minissérie aborda a separação, mas não retrata a profundidade do sofrimento que Lourdes e sua família vivenciaram.












