Vereador nega “armação” contra Mabel e clima esquenta na Câmara; ouça resposta de Igor Franco
Troca de acusações, vídeos polêmicos e ameaça de processos elevam tensão entre aliados e oposição na Câmara de Goiânia

A sessão desta terça-feira (28) na Câmara de Goiânia foi marcada por um confronto direto entre vereadores após denúncias de ataques coordenados contra o prefeito Sandro Mabel (UB). Acusado de participar de uma suposta “armação política”, o vereador Igor Franco (MDB) negou qualquer envolvimento e reagiu com duras críticas, enquanto aliados do prefeito falam em perseguição. Caso já está na Justiça.
O clima já começou tenso e ganhou força após o vereador Tião Peixoto (PSDB) subir o tom ao defender o prefeito e acusar Igor Franco de estar por trás de ações articuladas para constranger Mabel em agendas públicas. Segundo o tucano, vídeos que circulam nas redes sociais — mostrando o prefeito sendo abordado com xingamentos e acusações — não seriam espontâneos, mas parte de uma estratégia política para desgastar a imagem do chefe do Executivo.
Tião Peixoto também rebateu as denúncias de corrupção envolvendo Mabel, destacando o patrimônio do prefeito como argumento para descartar qualquer irregularidade. Em discurso inflamado, afirmou que o gestor não teria necessidade de desviar recursos públicos e classificou os ataques como injustificados. Ele ainda revelou que medidas judiciais já foram adotadas, com acionamento da Comissão de Ética da Câmara e processos contra os envolvidos nas ofensas.
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A resposta veio na mesma sessão. Citado diretamente, Igor Franco negou participação em qualquer esquema e afirmou sequer conhecer uma das mulheres mencionadas como autora de ataques ao prefeito. Em tom de desabafo, o vereador disse que foi incluído de forma “irresponsável” em uma ação judicial e prometeu reagir na Justiça com uma denúncia por calúnia. Segundo ele, as críticas ao prefeito refletem a insatisfação popular e não uma articulação política.
O parlamentar também aproveitou para questionar a gestão municipal, citando problemas na saúde pública e afirmando que parte da população vive uma realidade diferente da propaganda oficial. Ele ainda criticou o que chamou de pressão política sobre vereadores, alegando promessas de cargos e obras.
Ao final da sessão, o cenário era de tensão elevada, com possibilidade de desdobramentos no Conselho de Ética da Câmara e na esfera judicial, enquanto o confronto entre base e oposição promete novos capítulos nos próximos dias.
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