Vereador Luan Alves é alvo de buscas em operação contra corrupção em Goiânia
O denunciante afirmou ter encerrado suas atividades na capital em 2021 devido às cobranças recorrentes, alegando prejuízos superiores a R$ 400 mil.

O vereador Luan Alves (MDB), que já presidiu a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), e outros seis ex-servidores municipais foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (10) pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). A ação faz parte da Operação Taxa Criminosa, que apura um suposto esquema de cobrança de vantagens indevidas para a emissão de alvarás temporários destinados a atividades de entretenimento em Goiânia.
De acordo com as investigações, as irregularidades teriam ocorrido entre 2017 e 2022 e envolvido a liberação de autorizações para atrações como carretas de diversão, parques temáticos e estruturas temporárias de alimentação. Também foi alvo de buscas o ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia, ex-secretário municipal de Desenvolvimento e Economia Criativa e atual presidente da Goiás Turismo. Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de outros cinco investigados.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a denúncia de um empresário que relatou a exigência de pagamentos em dinheiro, transferências bancárias, PIX, depósitos e até prestação de serviços gratuitos em troca da emissão das licenças necessárias para funcionamento dos empreendimentos. O denunciante afirmou ter encerrado suas atividades na capital em 2021 devido às cobranças recorrentes, alegando prejuízos superiores a R$ 400 mil.
As apurações apontam que os investigados atuavam em diferentes órgãos da administração municipal, incluindo a Amma. Os crimes investigados são corrupção ativa, concussão e associação criminosa. Conforme a investigação, Luan Alves não é apontado como responsável direto pela solicitação de vantagens indevidas, mas aparece citado em situações relacionadas a processos de liberação e documentação das atividades analisadas.
Em nota, o vereador afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e declarou desconhecer os detalhes do procedimento. Segundo ele, nada de irregular foi encontrado durante o cumprimento das buscas em sua residência. Luan também afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários. Até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento público de Paulo Henrique da Farmácia sobre o caso.

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