TCE determina que Ipasgo restabeleça as cotas para atendimentos
Medida atende representação do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, deputado Gustavo Sebba (PSDB)

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) determinou para que o Instituto de Assistência aos Servidores do Estado (Ipasgo) restabeleça, de forma imediata, cotas de procedimentos médicos e exames eletivos anteriormente definidos aos usuários.
A medida atendeu a uma representação formulada pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Alego) Gustavo Sebba (PSDB) diante da redução de 50% dos atendimentos e exames eletivos para os fornecedores de serviços de saúde, sob o argumento de cortes no orçamento do Estado.
LEIA MAIS
Presidente do Ipasgo deixa cargo após cortar 50% dos atendimentos eletivos
Na ação, o parlamentar aponta que o corte surpreendeu toda a comunidade conveniada, desde pacientes até profissionais da saúde, unidades de saúde e laboratórios. "As as entidades que representam hospitais apresentaram "carta aberta" alertando para os riscos da medida e que tal decisão afeta diretamente "cerca de 600 mil pessoas atendidas pelo Ipasgo", defendeu.
Além disso, ele ressalta que a decisão foi tomada de modo unilateral, sem maiores esclarecimentos e comprovações sem transparência aos conveniados, e por essa razão entendeu ser "necessária a intervenção desta corte de controle externo, a fim de que seja investigado o fato administrativo em cheque, mormente por se tratar de uma medida supostamente tomada por razões orçamentárias".
Anteriormente, o conselheiro e relator da ação Celmar Rech já havia solicitado ao ex-presidente do Ipasgo, Hélio José Lopes, informações acerca da decisão adotada. Em resposta, a autarquia apontou a imposição do limite de empenho e pagamento como motivação para a adoção das medidas de restrição de atendimento.
"Atendendo a pedido da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa o conselheiro reconheceu que não se mostrava “minimamente razoável, sob qualquer ponto de vista, que os recursos recolhidos pelos usuários do Ipasgo para custear suas despesas médicas sejam retidos pelo Estado", afirmou o conselheiro e relator Celmar Rech.
Rech ponderou ainda que o Tribunal de Contas tem alertado reiteradamente ao Poder Executivo acerca das inadequadas implicações da manutenção do Ipasgo com a natureza jurídica de Autarquia, conferindo artificialmente o tratamento de receita pública aos recursos arrecadados dos beneficiários.
O conselheiro também determinou ao Estado a reavaliação dos limites orçamentários impostos ao Ipasgo, observada a receita da autarquia. "Concedi monocraticamente a liminar para determinar para determinar ao Exmo. Sr. Governador do Estado, Ronaldo Ramos Caiado, a pronta reavaliação dos limites orçamentários impostos ao IPASGO pelos Anexos I e II do Decreto Estadual nº 9.836/2021, observada a receita da Autarquia, e ao Presidente do IPASGO, o consequente restabelecimento das cotas ao regular e programado patamar definido anteriormente pelo Instituto", diz trecho do voto.
(Com assessoria)

Marconi fala em voltar ao passado e apresentador rebate: "Prefiro pensar no Goiás do futuro"
Debate ocorreu durante o Jornal da Terra, na manhã desta segunda-feira (18)

Vanderlan e Gayer têm as maiores rejeições na disputa pelo Senado, aponta Paraná Pesquisas
Senador chega a 14,6% de rejeição, seguido pelo deputado federal, com 12,9%; líder nas intenções de voto, Gracinha Caiado aparece logo depois, com 11,5%










