PL convida Wilder Morais para ser tesoureiro da campanha de Flávio Bolsonaro
A proposta em discussão é que Wilder assuma a tesouraria da campanha, em troca de retirar sua pré-candidatura ao governo goiano.

Para consolidar uma aliança nacional e destravar o cenário político em Goiás, a cúpula do PL articula oferecer ao senador Wilder Morais, presidente da sigla no estado, um posto estratégico na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta em discussão é que Wilder assuma a tesouraria da campanha, em troca de retirar sua pré-candidatura ao governo goiano.
A movimentação busca selar de vez o entendimento com o grupo do governador Ronaldo Caiado (UB) e garantir ao PL a vaga ao Senado na chapa governista, que ficaria com o deputado federal Gustavo Gayer. A estratégia segue o mesmo caminho adotado pelo senador Rogério Marinho, que anunciou na quarta-feira (21) a desistência de disputar o governo do Rio Grande do Norte para integrar a coordenação nacional da campanha de Flávio Bolsonaro, decisão que, segundo ele, atendeu a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com informações de bastidores, tanto Flávio Bolsonaro quanto Rogério Marinho devem procurar pessoalmente Wilder Morais para tratar da composição. Até a manhã desta quinta-feira (22), porém, o senador goiano ainda reafirmava a aliados a intenção de manter sua candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas.
Chapa governista
As articulações ganharam força após nova conversa entre Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, realizada na segunda-feira (19) e revelada pelo governador em entrevistas concedidas em Brasília nesta quarta (21). Caiado afirmou que as negociações avançaram significativamente e estariam em “fase terminativa”, com expectativa de um posicionamento definitivo do PL ainda nesta semana.
No desenho que vem sendo construído, a chapa governista teria o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como candidato à reeleição — ele assumirá o comando do Estado em abril, com a renúncia de Caiado para disputar a Presidência — e a primeira-dama Gracinha Caiado (UB) como pré-candidata ao Senado.
Dentro do PL, o grupo ligado a Gustavo Gayer defende há meses a aliança com o governo estadual, avaliando que essa composição amplia as chances de vitória na disputa ao Senado, considerada prioridade pela direção nacional do partido. Já Wilder Morais sustenta que uma candidatura independente ao governo de Goiás também teria competitividade, o que mantém o impasse em aberto enquanto as conversas avançam nos bastidores.

Marconi fala em voltar ao passado e apresentador rebate: "Prefiro pensar no Goiás do futuro"
Debate ocorreu durante o Jornal da Terra, na manhã desta segunda-feira (18)

Vanderlan e Gayer têm as maiores rejeições na disputa pelo Senado, aponta Paraná Pesquisas
Senador chega a 14,6% de rejeição, seguido pelo deputado federal, com 12,9%; líder nas intenções de voto, Gracinha Caiado aparece logo depois, com 11,5%











